E-learning? Como pôr as crianças a aprender a partir de casa

Ensino gratuito, aulas de programação e tecnologia à distância, e plataformas online para organizar projetos. Saiba como pode otimizar as atividades dos mais novos em tempos de quarentena.

Entre 16 de março e 9 de abril, todas as escolas do país vão encerrar. Foi uma das medidas decretadas esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, contra a propagação do novo coronavírus.

São milhares de crianças que têm de estudar à distância, enquanto outros tantos pais trabalham remotamente. Saiba que alternativas existem online para que os seus filhos não deixem de aprender, mesmo que tenham de ficar por casa.

Aulas online gratuitas

A Porto Editora disponibilizou todos os conteúdos educativos digitais da Escola Virtual, para professores e alunos, do 1.º ao 12.º ano. A plataforma de e-learning terá acesso gratuito durante todo o período de quarentena. Nesta plataforma é possível criar turmas, organizar aulas, partilhar conteúdos, realizar exercícios e até monitorizar o trabalho dos alunos através da atribuição de tarefas.

Na editora LeYa, todos os recursos da plataforma de ensino Banco Aula Digital também passam a ser disponibilizados gratuitamente, para alunos e professores. Para ter acesso, só precisa de ativar a licença na página oficial da plataforma.

Aulas de programação gratuita para escolas

A startup ubbu já disponibilizou de forma gratuita, até junho, os conteúdos da plataforma de ensino de programação, para todas as escolas do 1º. ao 6.º ano de escolaridade. As escolas interessadas devem preencher este formulário.

Também a The Inventors acaba de lançar uma plataforma gratuita online para pôr as crianças portuguesas a “inventar” a partir de casa. Dirigido a crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, e usando matérias-primas como esparguete, fita-cola, fio e algodão, as crianças podem construir o seu projeto de estreia na The Inventors Digital. Todas as semanas, a empresa lança um novo desafio que poderão ser resolvidos com materiais que normalmente já existem em casa.

Assembly ensina tecnologia à distância

Para ajudar as crianças e jovens, dos 10 aos 17 anos, a continuar a aprender tecnologia, a escola de atividades de atividades extracurriculares tecnológicas Assembly vai lançar a campanha “Não estás de férias”. Durante a campanha, é possível escolher entre as disciplinas que a escola oferece (robótica, design, criação de jogos e apps), e ter acesso a um curso de uma semana por 101 euros. Durante cinco dias, a escola disponibiliza uma hora de formação por dia. O curso dá acesso a uma hora de formação, em direto, uma componente prática e acesso a uma plataforma colaborativa virtual.

Estudar e desenvolver projetos online

Para os alunos que têm aulas à distância, a plataforma tecnológica portuguesa DreamShaper é uma alternativa de organização e construção de projetos escolares, tanto para alunos como para professores. Aos alunos, permite-lhes construir projetos relacionados com os temas que estão a aprender nas suas aulas e, a quem leciona, permite estar a par de toda a evolução do aluno.

“A plataforma aposta na autonomia e motivação dos alunos para o desenvolvimento dos seus projetos, guiando-os passo a passo pela metodologia de trabalho e fornecendo-lhes conteúdos de apoio ao longo do caminho. Por outro lado dá ferramentas ao professor para acompanhar, orientar e avaliar o trabalho dos seus alunos”, explica a DreamShaper, em comunicado. Os conteúdos podem ser adaptados de acordo com os programas definidos por cada escola.

Para os pais que terão de ficar em casa com os filhos, o primeiro-ministro garantiu que será criado um “mecanismo” especial para assegurar o pagamento parcial dos salários. Nesse sentido, o governo decidiu que todos os trabalhadores por conta de outrem que tenham de ficar em casa a acompanhar os filhos até 12 anos vão receber 66% da remuneração-base, metade a cargo do empregador e outra metade da Segurança Social.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

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