China envia dois milhões de máscaras e 50 mil kits de teste para União Europeia

  • Lusa
  • 18 Março 2020

China está pronta para disponibilizar dois milhões de máscaras cirúrgicas e 50 mil testes de diagnóstico à UE. Isto dois meses depois de Bruxelas ter doado 50 toneladas equipamentos médicos a Pequim.

A China vai enviar dois milhões de máscaras cirúrgicas e 50 mil testes de diagnóstico para a União Europeia (UE) devido ao surto de Covid-19, dois meses após Bruxelas ter doado 50 toneladas de equipamentos médicos a Pequim.

Numa mensagem vídeo publicada esta quarta-feira na rede social Twitter, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou ter falado com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que lhe assegurou “que a China está pronta para disponibilizar 200 mil máscaras N95, dois milhões de máscaras cirúrgicas e 50 mil testes de diagnóstico” à UE.

A China não se esqueceu que, em janeiro, quando a China era o epicentro do surto, a UE ajudou. Doámos mais de 50 toneladas de equipamento médico”, lembra a responsável.

E acrescenta: “Hoje somos o epicentro da pandemia e somos nós que precisamos de equipamentos de proteção”.

Ursula von der Leyen garante que a UE está a “acelerar a sua produção e a converter algumas linhas de produção”, mas admite que isso “deve demorar algumas semanas”.

“Enquanto isso, estamos gratos ao apoio vindo da China”, realça a líder do executivo comunitário, adiantando que tal equipamento será “enviado rapidamente para a UE”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.200 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 82.500 recuperaram da doença.

A China registou nas últimas 24 horas 11 mortos e 13 novos casos infeção pela Covid-19, mas só um é de Wuhan, todos os outros 12 são importados.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.601 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.

O número de infetados ativos no país fixou-se em 8.056, incluindo 2.622 em estado grave.

Wuhan, em quarentena desde 23 de janeiro passado, é a região mais afetada no mundo pela doença, com 2.490 mortes.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.503 mortes para 31.506 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou quarta-feira o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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