Graça Freitas recomenda 14 dias de quarentena a quem entrar em Portugal

A diretora-geral de Saúde anunciou que, a partir da próxima semana, "quem entrar em Portugal poderá ter de ficar em isolamento profilático durante 14 dias".

A diretora-geral da Saúde Graças Freitas recomenda uma quarentena a quem chegar ao país. No dia em que a Direção-Geral de Saúde (DGS) anunciou que o número de casos confirmados no país aumentou para 1.020, Graças Freitas referiu que, a partir da próxima semana, quem entrar em Portugal poderá ter de ficar em isolamento profilático durante 14 dias.

“Vamos lançar uma norma nova para os serviços se orientarem e a indicação genérica é que, quem entra em Portugal, deve ficar — ou vai ter de ficar — em isolamento profilático durante 14 dias”, anunciou a diretora-geral da Saúde. “Essa vai ser a indicação genérica. Dito isto, as autoridades de saúde competentes da região para onde as pessoas vão podem fazer uma avaliação mais fina do risco e tomar medidas que excecionem esta regra“.

Graças Freitas deixou, no entanto, em aberto se esta quarentena será ou não obrigatória, dizendo apenas que a regra será para entrar em vigor na próxima semana e que as autoridades de saúde terão liberdade para fazer a avaliação do risco, nomeadamente pelo destino de onde chega cada pessoa.

Portugal adotou medidas de controlo sanitário reforçado nos aeroportos, após uma reunião de ministros da Administração Interna da União Europeia, na segunda-feira. Divulgação de folhetos informativos, inquéritos epidemiológicos e observação visual dos passageiros que chegam a Portugal foram as medidas então anunciadas e que poderão ser reforçadas na próxima semana.

Foram cancelados voos (em especial de Espanha, Itália e China), mas as fronteiras aéreas portuguesas continuam abertas. O mesmo não acontece com as fronteiras terrestres e marítimas. Na mesma reunião de ministros ficou definido que os Estados membros podem decidir reintroduzir mecanismos de controlo de fronteira nas fronteiras internas da União Europeia, ou seja, no Espaço Schengen. Foi essa a decisão tomada por Portugal e Espanha com a reintrodução dos controlos terrestres nas fronteiras, onde existem agora apenas nove pontos de passagem terrestre.

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