Aeroportos europeus também querem ser ajudados por Bruxelas

Os aeroportos europeus estimam perdas de 14 mil milhões devido ao coronavírus e menos 28% de passageiros. Apelam à Comissão Europeia para também serem ajudados.

Os aeroportos europeus estimam perdas de 14 mil milhões de euros em receitas devido ao surto de coronavírus e consequentes restrições nas viagens e, por isso, defendem que também devem ser adicionados ao plano de resgate que a Comissão Europeia criou para as companhias aéreas. De acordo com o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês), foi pedido a Bruxelas um “apoio não discriminatório” em todo o setor da aviação.

A ACI Europe, órgão que representa o setor aeroportuário, estima que, este ano, os aeroportos europeus vão receber menos 700 milhões de passageiros do que no ano passado, o equivalente a uma redução de 28%. Assim, numa carta enviada à Comissão Europeia, a que o FT teve acesso, a entidade pede um “apoio abrangente, inclusivo e não discriminatório a todo o ecossistema da aviação”.

No mesmo documento, a ACI Europe defende que uma indústria da aviação não deve ser beneficiada “à custa de outra”, criticando o plano de resgate criado por Bruxelas para ajudar as companhias aéreas a combaterem os efeitos do coronavírus nas contas. Os operadores aeroportuários e outros prestadores de serviços “são tão importantes quanto as companhias aéreas e os seus funcionários no fornecimento de conectividade aérea”.

O setor da aviação está a ser fortemente prejudicado pelo surto de coronavíus, que tem afastado as pessoas dos aeroportos devido às restrições impostas pelos países nas viagens e ao fecho de fronteiras. Esta terça-feira a Ryanair vai iniciar a suspensão de quase todos os seus voos, mas a Wizz Air já anunciou que também poderá avançar com uma medida dessas.

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