Pandemia encolhe em 10% receitas da China

  • Lusa
  • 25 Março 2020

Ao mesmo tempo que as receitas caíram, a despesa pública do governo encolheu 2,9%, entre janeiro e fevereiro, apesar dos gastos com a saúde pública terem aumentado 22,7%.

As receitas do Governo chinês caíram 9,9%, nos dois primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, para 3,5 biliões de yuans (457 mil milhões de euros), a maior queda desde fevereiro de 2009, segundo dados oficiais hoje divulgados.

A receita tributária diminuiu 11,2%, em relação ao mesmo período do ano anterior, para 3,1 biliões de yuans (404 mil milhões de euros), enquanto a receita não tributária cresceu 1,7%, para 405.700 milhões de yuan (52 mil milhões de euros), segundo o ministério chinês das Finanças.

A despesa pública do governo caiu 2,9%, entre janeiro e fevereiro, apesar dos gastos com a saúde pública terem aumentado 22,7%.

A revista chinesa Caixin acrescenta que as medidas de prevenção e controlo para impedir a propagação do novo coronavírus, designado Covid-19, durante janeiro e fevereiro, interromperam a atividade comercial, causando uma diminuição nos impostos cobrados sobre o valor agregado nos bens e serviços, empresas ou na propriedade.

Em fevereiro, quando a China paralisou devido ao surto, a receita tributária do país caiu 21,4%, em termos homólogos, na maior queda desde que há registo.

Os setores da hotelaria e do turismo foram os mais afetados, segundo a Caixin, uma vez que os seus contributos para o erário caíram para metade, nos dois primeiros meses do ano, em comparação com o ano anterior.

Hotéis e restaurantes foram forçados a fechar durante o mês de fevereiro para conter a propagação do vírus antes de retomarem gradualmente a atividade.

Entre janeiro e fevereiro, os únicos setores que aumentaram a sua contribuição foram os impostos de renda, que cresceram 14,8%, em relação ao ano anterior, e os impostos de selo nas transações de títulos mobiliários, cuja contribuição total aumentou 30,8%.

A produção industrial caiu 13,5%, em janeiro e fevereiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, um número sem precedentes desde 1990.

O número de infetados diagnosticados na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, desde o início da pandemia, é de 81.218. No total, morreram 3.281 pessoas no país.

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