Luta pelo clima continua, apesar do coronavírus. Hora do Planeta este ano é online em todo o mundo

Monumentos nacionais como o Cristo Rei e a Ponte 25 de abril, em Lisboa, o mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, o Castelo de Bragança, entre outros, já confirmaram que vão aderir ao apagão simbólico.

Neste sábado, 28 de março, assina-se mais uma Hora do Planeta, um movimento ambientalista à escala global que todos os anos apela à população de todo o mundo para, durante uma hora (entre as 20h30 e as 21h30), desligar as luzes em sinal de apoio ao ambiente e à natureza. Em 2020, e por causa da pandemia de Covid-19, o evento em Portugal que estava programado para ter lugar em Gaia foi transferido para o mundo online, anunciou já a Associação Natureza Portugal (ANP), que trabalha em alinhamento com o WWF – World Wide Fund For Nature.

Além dos eventos virtuais espalhados pelo mundo, a Hora do Planeta mantém o seu pedido para que os mais emblemáticos monumentos e edifícios apaguem as suas luzes durante uma hora. Em Portugal são mais de 100 os municípios aderentes. Monumentos nacionais como o Santuário do Cristo Rei, a Ponte 25 de abril, em Lisboa, o mosteiro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia, o Aqueduto da Amoreira em Elvas, o Castelo de Bragança, o Mosteiro de Arouca, a Praça da República em Ovar, entre muitos outros, já confirmaram que vão aderir ao apagão simbólico.

São também várias as empresas que a nível nacional apoiam a Hora do Planeta, incluindo o El Corte Inglés, que está empenhado no desenvolvimento sustentável através da implementação de várias ações de consciencialização ambiental nos seus espaços comerciais ao longo do ano, e a Reckitt Benckiser, que “quer proteger, curar e nutrir numa busca incansável para alcançar um mundo mais limpo e saudável”.

O evento português decorrerá via página de Facebook da ANP|WWF, na noite deste sábado, e contará com a participação dos embaixadores Mónica e Rubim, o chef de cozinha Fábio, o graffiter Miguel Martins, “numa hora com partilha de receitas, músicas e receitas ao vivo, e experiências sustentáveis, numa transmissão em direto”.

Depois de já ter pedido aos seus seguidores em todo o mundo para se continuarem a manifestar online e a lutarem contra as alterações climáticas a partir das suas casas, a sueca Greta Thunberg, ativista climática e ambiental, aplicou o mesmo conselho à Hora do Planeta. “A Hora do Planeta para mim acontece a cada hora do dia. A necessidade de unir e proteger o nosso planeta nunca foi tão grande. Como fomos solicitados a evitar reuniões públicas para retardar a disseminação do COVID-19, recomendo a todos que se unam virtualmente à #HoradoPlaneta para renovar o nosso compromisso com o planeta e usar as nossas vozes para conduzir ações online com segurança e responsabilidade”, sublinhou Greta.

Para Marco Lambertini, diretor-geral da WWF, este é “um momento de solidariedade e um momento de responder aos desafios de forma mais criativa e trabalhar de forma mais colaborativa, e é por isso que a Hora do Planeta será marcada por eventos digitais em todo o mundo. Nesta hora de crise, temos de nos, unir agora mais do que nunca, para salvaguardar o nosso futuro e o futuro do nosso planeta“.

A Hora do Planeta 2020 vai contar com milhões de pessoas que vão juntar-se por todo o mundo em vários eventos, e vai convidar todos a assinar e mostrar o seu apoio online no site Voice for The Planet. Estas assinaturas serão mais tarde apresentadas aos líderes mundiais em fóruns globais como a Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objetivo de assegurar um Novo Acordo para a Natureza e as Pessoas que trave a perda de natureza, reverta o declínio ambiental e salvaguarde o futuro de todos.

“A Hora do Planeta, um dos maiores movimentos populares globais pelo ambiente, irá mais uma vez inspirar indivíduos, empresas e organizações de mais de 180 países e territórios a renovar o seu compromisso com o planeta. Em Portugal, a ANP|WWF cancelou o evento presencial que iria organizar em Gaia, convertendo este evento num momento digital. A Hora do Planeta apela a que celebridades, cidadãos, ambientalistas e membros do governo se unam e mostrem o seu apoio online à natureza e às pessoas”, explicou a associação ambientalista em comunicado.

“A natureza é a tábua de salvação para 7,6 mil milhões de pessoas. Sustenta as nossas sociedades e economias e é uma das nossas maiores aliadas no combate à crise climática. Mas atualmente, estamos a destruir os sistemas naturais em que confiamos para garantir a nossa saúde e bem-estar mais rápido do que eles se conseguem restabelecer – comprometendo a nossa própria sobrevivência e existência. A Hora do Planeta 2020 oferece uma oportunidade fundamental, para todos nós, de unir milhões de pessoas e levantar a sua voz com vista a garantir um compromisso internacional de parar e reverter a perda da natureza”, disse Ângela Morgado, diretora executiva da ANP|WWF, apelando “a todos que desliguem ou reduzam as luzes e usem esta hora para envolver as suas comunidades online”.

O que começou por ser um evento simbólico de “apagar as luzes”, em 2007, ao longo de mais de uma década o movimento Hora do Planeta cresceu e tornou-se global. Este ano, por exemplo, a África do Sul irá lançar uma a campanha digital intitulada “Poder para o Povo”, focada em fontes de energia limpas. Já em Singapura será feita uma transmissão ao vivo, online, reunindo várias vozes do país num concerto pelo ambiente. Por seu lado, o Nepal terá jovens de todo o país a elevar a sua #VozPeloPlaneta e a compartilhar pensamentos, arte e fotografia sobre a necessidade de proteger e apreciar a natureza. A Austrália também participará online através da transmissão ao vivo do evento #EarthHourLive com artistas, comediantes e especialistas ambientais.

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