BPI alarga moratória a todos os créditos dos clientes

O banco alargou a moratória criada para o crédito a habitação a todos os restantes, desde crédito pessoal ao automóvel, e a todos os clientes que tenham a sua situação regularizada.

De forma a aliviar os encargos das famílias e das empresas nesta crise pandémica, o Governo criou uma moratória para o crédito à habitação. Contudo, deu a liberdade aos bancos de estenderem estes apoios. E foi isso mesmo que o BPI fez. O banco anunciou este domingo que vai alargar essa moratória a todos os créditos restantes, desde o crédito pessoal ao automóvel, e a todos os clientes que tenham a sua situação regularizada.

O BPI avançou com um “conjunto de medidas extraordinárias para apoiar as empresas e famílias” durante esta crise provocada pelo coronavírus. Em comunicado, a instituição explica que: “As medidas adicionais incluem o alargamento da moratória de capital a todos os clientes em situação regular, empresas e famílias, que não se encontrem abrangidos pela moratória pública” e o “alargamento da moratória ao crédito pessoal e ao financiamento automóvel, com carência de capital de seis meses, a pedido dos clientes que estejam em situação de crédito regular”.

Além disso, o BPI vai oferecer às famílias outros apoios, como o “aumento das linhas de crédito pré-aprovadas”, “facilidade nas transações básicas à distância”, oferecendo seis meses gratuitos nas novas adesões ao pacote de serviços básicos, que incluem todos os serviços necessários para fazer transações a partir de casa, e aos clientes que vejam afetados os seus salários pela crise, o banco vai manter sem qualquer agravamento as condições dos seus pacotes básicos de serviços e do seu crédito habitação para os clientes que vejam afetados os seus salários pela crise. No caso do crédito habitação, diz a instituição, “as bonificações de spread não serão penalizadas”.

Mas para as empresas também foram criadas outras medidas de apoio. São elas:

  • Moratória adicional de crédito, abrangendo o capital, até 12 meses, totalmente isenta de comissões e disponível de forma rápida e simples, em suporte digital;
  • Linhas de curto prazo, aumentando as linhas pré-aprovadas para PME e empresários particulares, para apoiar a tesouraria e a liquidez;
  • Linhas públicas de apoio Covid-19, adiantando até 20% do valor aprovado;
  • Isenção de comissões e mensalidades em TPA, isentando de comissões e mensalidades os comerciantes que tenham de encerrar os estabelecimentos em consequência do surto, durante o período em que se mantenham encerrados;
  • Alargar os serviços e isenção de comissões associadas, com a possibilidade de contacto e troca de documentos com o gestor dedicado através do BPI Net Empresas, com possibilidade de adesão em suporte digital;
  • Acesso a mais de 150 máquinas BPI Self-Service, que incluem um leque muito vasto de operações correntes, incluindo depósitos em cheque ou numerário, consultas, requisição de cheques e troco de notas por moedas;
  • Cartão BPI Depósitos gratuito, que permite às empresas efetuar depósitos nas zonas automáticas, com total flexibilidade, a qualquer hora.

(Notícia atualizada às 15h56 com mais informação)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BPI alarga moratória a todos os créditos dos clientes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião