Siza Vieira: Estado vai devolver 3 mil milhões de euros em reembolsos do IRS

O ministro da Economia revelou que o Estado espera devolver 3 mil milhões de euros no reembolso do IRS deste ano cuja entrega começa amanhã. O valor é semelhante ao devolvido em 2019.

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta terça-feira em entrevista à TSF que o Estado vai devolver cerca de três mil milhões de euros, o equivalente a 1,5% do PIB, aos portugueses em reembolsos do IRS nos próximos meses. A entrega do IRS relativo a 2019 começa esta quarta-feira e decorre até 30 de junho.

O Orçamento do Estado vai ter de proceder agora em abril ao reembolso do IRS. São cerca de três mil milhões de euros que todos os portugueses vão receber“, revelou Pedro Siza Vieira quando respondia sobre o esforço de tesouraria que o Estado vai ter de fazer nos próximos meses. Este valor está próximo dos 2,95 mil milhões de euros reembolsados em 2019, relativo ao IRS de 2018.

O ministro da Economia antecipa que “a tesouraria do Estado vai ser muito solicitada nos próximos tempos“, não só com o reembolso do IRS mas também com as medidas do lay-off que serão pagas pela Segurança Social, mas através de verbas que serão transferidas através do Orçamento do Estado.

Tudo isso são compromissos muito fortes que o Estado tem mês a mês e agora ainda mais exigentes em função destas medidas todas que estamos a criar“, justifica Pedro Siza Vieira para rejeitar a proposta do PSD de usar a almofada financeira do IGCP, a agência que gere a dívida pública, para acabar com os pagamentos em atraso do Estado às empresas.

Siza Vieira avisou que “usar a almofada financeira só para uma coisa pode significar depois ter mais dificuldade em fazer outras a seguir“. Ainda assim, o ministro da Economia assegurou que o Governo está a fazer esforços nas dívidas às empresas, revelando que nas entidades sob a tutela do seu Ministério já foram pagos 120 milhões de euros às empresas.

Na mesma entrevista, o ministro de Estado revelou ainda que o Governo já notificou a Comissão Europeia para lançar novas linhas de crédito num total de sete mil milhões de euros que serão disponibilizados à medida das necessidades. E garantiu ainda que vai olhar para os casos dos sócios-gerentes, mas fora do mecanismo de lay-off.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Siza Vieira: Estado vai devolver 3 mil milhões de euros em reembolsos do IRS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião