Empresas do Parque da Autoeuropa dispensaram mais de 500 temporários

  • Lusa
  • 2 Abril 2020

Entidade coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa denunciou o "despedimento generalizado de trabalhadores com contrato temporário" e a "aplicação de lay-off".

As empresas do Parque Industrial da Autoeuropa dispensaram mais de 500 trabalhadores temporários desde o início da pandemia Covid-19, disse esta quinta-feira à agência Lusa o coordenador das Comissões de Trabalhadores, Daniel Bernardino.

Na quarta-feira, o representante dos trabalhadores das empresas do parque industrial tinha dito que já havia mais de 300 trabalhadores temporários despedidos desde o início da pandemia, mas agora esclareceu que esse número já foi largamente ultrapassado e que neste momento “já há mais de 500 trabalhadores temporários despedidos”, num universo de cerca de 10.000 trabalhadores de diversas empresas instaladas no Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, a entidade coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa denunciou o “despedimento generalizado de trabalhadores com contrato temporário” e a “aplicação de lay-off em várias empresas”, desde o passado dia 16 de março, e defendeu que as medidas anunciadas pelo Governo nos últimos dias não só não protegem os trabalhadores precários, como também penalizam mais os trabalhadores do que as empresas.

As medidas tomadas pelo Governo, a aplicação de lay-off simplificado, penalizam mais trabalhadores e Segurança Social”, referia o comunicado, salientando a isenção de impostos para as empresas, designadamente no que respeita à TSU (Taxa Social Única)”, mas não para os trabalhadores, que continuam a ter de pagar o IRS (Imposto sobre Rendimento de Singulares).

A entidade que coordena as Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa alertava ainda que a isenção da TSU teria como consequência uma descapitalização da Segurança Social.

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