Wall Street ignora mercado laboral. Petróleo dá ganhos de 2% às bolsas

Os investidores ignoraram os dados pessimistas do mercado laboral norte-americano. Perante uma escalada dos preços do petróleo, os índices fecharam a sessão a subir mais de 2%.

Os investidores descartaram os dados pessimistas do mercado laboral e deram às bolsas norte-americanas um dia de ganhos acima de 2%, perante a escalada dos preços do petróleo com tréguas à vista entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Os três principais índices fecharam em terreno positivo, numa sessão marcada pela alta volatilidade, depois de se saber que um recorde de cerca de 6,6 milhões de pessoas solicitaram subsídio de desemprego somente na última semana.

Apesar do fraco desempenho do mercado laboral, numa dimensão nunca antes vista, o S&P 500 avançou 2,26%, para 2.526,43 pontos. Em simultâneo, o industrial Dow Jones adicionou mais de 450 pontos e fechou a subir 2,15%, para 21.394,62 pontos. O tecnológico Nasdaq registou um ganho mais ligeiro, ainda assim de 1,69%, para 7.484,83 pontos.

Os 6,6 milhões de novos pedidos de subsídio de desemprego juntam-se aos mais de três milhões que tinham sido registados na semana anterior. Contas feitas, perto de 10 milhões de cidadãos norte-americanos terão perdido o emprego nos últimos 15 dias, um dado alarmante e histórico que é efeito do impacto económico da pandemia do coronavírus.

Mas os mercados acabaram por beneficiar da recuperação expressiva dos preços do petróleo, depois de o presidente Donald Trump ter sinalizado a iminência de um acordo entre russos e sauditas para impor um corte na produção da matéria-prima. Com o crude a valorizar quase 23,5% em Nova Iorque, as ações petrolíferas puxaram as bolsas para um nível bem acima da linha de água.

Os títulos da Occidental Petroleum dispararam 18,55%, o melhor desempenho da sessão, para 12,75 dólares, enquanto a Diamondback Energy valorizou subiu 15,92%, para 29,05 dólares por ação. Na liga dos “pesos pesados”, destaque para a subida de 2,14% da Microsoft, enquanto a Apple somou 1,63%.

Porém, no dia em que o número de infetados por Covid-19 superou a fasquia psicológica do milhão de pessoas, algumas empresas do setor de viagens e lazer continuaram a ser prejudicadas. As ações da empresa de cruzeiros Carnival Corp caíram 9,55%, para 7,96 dólares, enquanto a United Airlines perdeu 8,69%, para 23,42 dólares.

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