Contribuintes já entregaram quase 900 mil declarações de IRS

Nos primeiros três dias da campanha de IRS, os contribuintes entregaram quase 900 mil declarações Modelo 3. Este ano, o reembolso rápido não está garantido.

Os contribuintes apresentaram à Autoridade Tributária quase 900 mil declarações de IRS só nos primeiros três dias do período de entrega. O prazo só termina a 30 de junho, mas — numa altura em que os rendimentos das famílias estão a ser afetados pela pandemia de coronavírus — os portugueses estão a submeter as Modelo 3 a uma velocidade superior à do ano passado.

A campanha de IRS deste ano arrancou na quarta-feira, com cerca de 570 mil contribuintes a entregarem, logo no primeiro dia, as suas declarações de rendimentos ao Fisco.

Entretanto e de acordo com os dados disponíveis no Portal das Finanças, até ao final de sexta-feira, os contribuintes apresentaram, até ao momento, 892.189 declarações Modelo 3. Segundo os dados enviados, em 2019, pelo gabinete de Mário Centeno, nos primeiro três dias da campanha do ano anterior, tinham sido entregues cerca de 788 mil declarações, um número significativamente inferior ao registado em 2020.

Este ano e face ao contexto de incerteza provocado pelo coronavírus, o Governo não garante que os reembolsos sejam feitos rapidamente, isto é, não assegura que se mantenha a média de 15 dias após a apresentação da declaração verificada nos anos anteriores.

Questionado sobre o assunto, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais disse apenas que a AT está em condições de cumprir os prazos legais. Ora, por lei, o imposto tem de ser devolvido até ao final de julho, um calendário bem diferente do que aquele que tinha sido vivido nos últimos anos.

Perante a pandemia de coronavírus, o Executivo de António Costa e a Autoridade Tributária têm, além disso, apelado aos contribuintes para que fiquem em casa e recorram à linha telefónica e ao e-Balcão para esclarecerem as suas dúvidas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Contribuintes já entregaram quase 900 mil declarações de IRS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião