Fed reforça estímulos. Wall Street acelera com pacote de 2,3 biliões

Os investidores ignoraram a notícia de que 6,6 milhões de pessoas pediram subsídio de desemprego nos EUA numa semana. A Fed vai injetar mais 2,3 milhões de dólares na economia, puxando pelas bolsas.

As bolsas norte-americanas continuam a subir. A notícia de que mais 6,6 milhões de pessoas pediram subsídio de desemprego nos EUA na última semana foi ofuscada pela Reserva Federal norte-americana (Fed), que anunciou novos apoios para empresas, Estados e cidades, no valor de 2,3 biliões de dólares, suportando a economia neste período de crise.

Os novos dados do mercado laboral dos EUA mostram mais um disparo no número de pedidos de subsídio de desemprego na última semana, o que eleva para cerca de 16 milhões o número de presumíveis novos desempregados em apenas três semanas. Este deteriorar acontece em resultado das restrições impostas para travar a pandemia.

Mas os investidores foram animados pelas novas medidas da Fed para apoiar a economia, levando o S&P 500 a subir 1,23% na abertura, para 2.783,82 pontos. O índice de referência acumula assim uma recuperação de 4,4% desde o início da semana. Já o industrial Dow Jones ganha 1,5%, para 23.786,18 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq avança 0,97%, para 8.169,23 pontos.

Na prática, o banco central norte-americano anunciou que vai conceder até 2,3 biliões de dólares adicionais em empréstimos a pequenas e médias empresas, cidades e estados norte-americanos. Além disso, a Fed passará a permitir que empresas que viram as notações financeiras serem recentemente downgraded para a categoria de investimento especulativo possam também aceder a estas linhas de crédito.

No campo empresarial, a Disney destaca-se esta quinta-feira com uma subida de 5% no valor das ações. Apesar de a pandemia ter levado ao encerramento dos parques temáticos, a empresa revelou que o recém-lançado serviço de streaming Disney+ tem já 50 milhões de subscritores. Os títulos da empresa valem perto de 106 dólares. A Tesla ganha perto de 2%, a Apple soma 0,74% e a Boeing recupera 4,24%, para cerca de 153 dólares.

Pela negativa destaca-se o Zoom. A aplicação de videochamadas cai 2,21% em bolsa, para 115,5 dólares, no dia em que se sabe que a Google e o Senado dos EUA tomaram a decisão de proibir o uso deste software devido a alegados problemas de segurança.

No mercado das matérias-primas, o petróleo valoriza 6% em Nova Iorque, para 26,63 dólares o barril, em dia de reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros aliados. Os investidores esperam que o grupo conhecido como OPEP+ feche um acordo que ponha fim ao braço de ferro entre Arábia Saudita e Rússia.

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