Galp leva bolsa para o vermelho. BCP volta a cair

Lisboa contrariou a tendência registada nas demais praças do Velho Continente e terminou a sessão no vermelho. Em Lisboa o, BCP e Galp Energia condicionaram a bolsa nacional.

A bolsa de Lisboa fechou no vermelho, recuando pela segunda sessão consecutiva e depois de ter interrompido cinco sessões consecutivas de ganhos. O PSI-20 contrariou a tendência europeia, sendo que, por cá, o BCP e Galp protagonizaram as maiores quedas.

O índice de referência nacional desvalorizou 0,75% para 4.106,81 pontos, contrariando a tendência de recuperação registada nas demais praças do Velho Continente. Na Europa, o Stoxx 600 — que reúne as 600 maiores europeias –, ganhou 0,8%, o alemão DAX valorizou 0,21% e o britânico FTSE 100 subiu 0,55%. Em contrapartida, o francês CAC 40 caiu 0,08% e o espanhol IBEX 35 desvalorizou 1,11%.

A praça nacional esteve a ser condicionada pelo desempenho das ações do BCP e da Galp. O banco liderado por Miguel Maya tombou 2,94% para 0,959 euros, prologando as perdas registadas na sessão anterior. Isto no dia em que a Moddys baixou o outlook para o sistema bancário português de ‘estável’ para ‘negativo e que o BCP colocou uma ação contra o Estado de Moçambique e a empresa pública Mozambique Asset Management para ser ressarcido de parte da chamada “dívida oculta” comprada no mercado secundário.

Ao mesmo tempo, a petrolífera portuguesa afundou 3,98%, para os 9,26 euros, acompanhando a desvalorização do preço do petróleo. Em Londres, o preço do barril de Brent recuou 1,23%, para os 27,69 dólares.

Galp cai quase 4%

Destaque ainda para as ações da NOS que caíram 3,42% para 3,334 euros, bem como as da Jerónimo Martins, cujos títulos recuaram 1,01% para 15,625 euros.

A impedir uma queda mais expressiva da bolsa nacional estiveram a EDP e a EDP Renováveis. A empresa liderada por António Mexia ganhou 2,14% para 3,769 euros, no dia em que acontece a assembleia geral de acionista e em que foram conhecidos dados preliminares da operação entre janeiro e março.

Nos primeiros três meses deste ano, a produção de eletricidade da EDP aumentou 2% face ao período homólogo. Já a subsidiária liderada por Manso Neto valorizou 2,29% para 10,74 euros, no dia em que assegurou um novo contrato de venda de eletricidade no México.

(Notícia atualizada às 18h20)

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