Saiba a quem pode doar o seu IRS em defesa do ambiente e dos animais

Há 4.200 entidades a quem pode consignar 0,5% do IRS. Conheça algumas das entidades com fins ambientais ou de defesa da natureza e dos animais que pode ajudar com os seus impostos. 

Desde 1 de abril que os contribuintes podem apresentar no Portal das Finanças a sua declaração anual de rendimentos relativa a 2019, estendendo-se o prazo até 30 de junho. Em pouco mais de 20 dias, mais de dois milhões de portugueses já entregaram o seu IRS, faltando ainda muitos mais fazerem o mesmo, recorrendo ao Modelo 3 ou, mais fácil, ao IRS Automático.

Mesmo optando pelo IRS Automático, os contribuintes podem na mesma “doar” 0,5% do imposto que lhes é retido pelo Estado (e não do reembolso a que poderão vir a ter direito). Para fazer essa consignação basta assinalar essa opção no quadro 11 (campo 1102) do Modelo 3, indicando o respetivo NIPC – Número de Identificação de Pessoa Coletiva).

Ano após ano, são cada vez mais os contribuintes que optam por consignar imposto no momento da entrega da sua declaração anual do IRS: entre 2014 e 2018, chegaram a milhares de instituições cerca de 91 milhões de euros. No ano passado, para o imposto relativo a 2018, as 4.010 entidades contempladas receberam 22,32 milhões de euros de 845.591 agregados, o que traduz uma subida de 9% face ao ano anterior.

Em 2020, a lista de entidades a em que pode consignar pare do IRS, disponibilizada pelo Fisco, tem crescido, contando com cerca de 4.200 entidades autorizadas a beneficiar da consignação dos contribuintes. São entidades de cariz social, religioso, mas também há outras com fins ambientais ou de defesa da natureza e dos animais

Desde 2017, as pessoas coletivas de utilidade pública que desenvolvam atividades de natureza e interesse cultural passaram também a poder ser escolhidas no campo reservado à “consignação fiscal”. Conheça algumas dessas entidades que pode ajudar com o seu IRS:

Quercus

A Quercus é uma organização não-governamental de ambiente (ONGA) portuguesa fundada a 31 de outubro de 1985. É uma associação independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspetiva de desenvolvimento sustentado.
NIPC: 501736492

Liga para a Proteção da Natureza

A Liga para a Proteção da Natureza é uma organização não-governamental de ambiente (ONGA), de âmbito nacional, fundada em 1948, sendo a associação de defesa do ambiente mais antiga da Península Ibérica. É uma associação sem fins lucrativos com estatuto de Utilidade Pública. Tem como objetivos principais a defesa do ambiente e contribuir para a conservação do Património Natural, da diversidade das espécies e dos ecossistemas.
NIPC: 501604693

Liga Portuguesa dos Direitos do Animal

A Liga Portuguesa dos Direitos do Animal é uma associação de utilidade pública, sem fins lucrativos, de âmbito Nacional, fundada em 1981. Representa Portugal no Eurogroup for Animal Welfare, na Comunidade Europeia. A LPDA é associada da World Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA). Está registada na Agência Portuguesa do Ambiente, é sócia fundadora da Federação Portuguesa das Associações do Ambiente e filiada em várias organizações para o bem-estar animal.
NIPC: 501626921

Grupo Lobo – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema

O Grupo Lobo é uma associação não-governamental de ambiente, independente e sem fins lucrativos com estatuto de utilidade pública, fundado em 1985 para trabalhar a favor da conservação do lobo e do seu ecossistema em Portugal. O Grupo Lobo tem uma estratégia de atuação ligada à informação da opinião pública, ao apoio a estudos científicos e à promoção de medidas práticas de conservação.
NIPC: 501651713

Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) é uma organização não-governamental sem fins lucrativos que promove o estudo e a conservação das aves e dos seus habitats em Portugal. Foi fundada a 25 de novembro de 1993 e, desde 1999, é o parceiro português da BirdLife International. A SPEA desenvolve projetos em todo o território nacional e também em parceria no estrangeiro (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Malta e Grécia). A sensibilização ambiental e a promoção do Birdwatching são também duas das suas prioridades.
NIPC: 503091707

Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal

Desde 2005 que a associação é uma organização não-governamental de ambiente, tendo adquirido em 2010 o estatuto de entidade privada de utilidade pública. É uma associação sem fins lucrativos especialmente dedicada à investigação científica, divulgação do conhecimento e preservação dos habitats naturais das borboletas. Nos últimos anos tem alargado o seu âmbito de ação a outras ordens de insetos.
NIPC: 506770311

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

O GEOTA é uma associação de defesa do ambiente, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, em atividade desde 1981.
NIPC: 501716610

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Saiba a quem pode doar o seu IRS em defesa do ambiente e dos animais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião