GASNAM quer isenção nas portagens para camiões a gás natural

Alemanha vota esta quinta-feira, 14 de maio, a extensão da isenção de portagens nas autoestradas para veículos pesados a gás natural. Em muitos países, frotas de pesados já usam biometano renovável.

A GASNAM – Associação Ibérica de Gás Natural e Renovável para a Mobilidade, que representa 130 empresas dos dois países, 10 das quais são portuguesas, defende a isenção do pagamento de portagens para os camiões a gás natural como forma de incentivo à descarbonização do setor dos transportes.

A associação quer assim seguir o exemplo da Alemanha que esta quinta-feira, 14 de maio, vai votar a extensão da isenção de portagens nas autoestradas para veículos pesados a gás natural. Em muitos países, diz a GASNAM, frotas de camiões e autocarros já utilizam integralmente como combustível o biometano renovável, resultando em carbono neutro.

A frota de camiões a gás natural é uma realidade em rápido crescimento na Europa e também em Portugal, existindo mais de 10.000 veículos em operação na Europa, oferecendo uma alternativa concreta à propulsão a diesel e criando um veículo para a utilização em larga escala de gases renováveis na mobilidade”, defendeu a associação em comunicado.

Em 2050, a Europa pretende ser um continente neutro em carbono, com um sistema de transportes com emissões líquidas iguais a zero. A nível europeu já circulam nas estradas da União mais de 1,5 milhões de veículos movidos a gás natural, que utilizam mais de 15% de gás renovável.

A capacidade de produção europeia de biometano tem um potencial, segundo estudos recentes demonstram, de 1200 TWh, cobrindo amplamente as necessidades de consumo do setor que hoje consome cerca de 24 TWh.

“O exemplo que a Alemanha está a dar à Europa é uma clara manifestação da importância do gás natural para a transição energética para uma economia de baixo carbono, circular e sustentável sendo que com o biometano temos a oportunidade única de criar sinergias entre o setor de resíduos, agricultura, energia e mobilidade, contribuindo para o relançamento da economia europeia, especialmente nestes tempos difíceis”, remata a GASNAM.

No ano passado, o parque automóvel nacional movido a gás natural cresceu 91%: de 293 veículos em 2018 para 752 em 2019. Segundo a GASNAM, nos últimos anos, o gás natural tem vindo a tornar-se uma referência na renovação das frotas urbanas de autocarros, sendo já maioritária nas grandes cidades do país.

Atualmente, os autocarros representam mais de metade da frota de veículos a gás natural em Portugal, tendo este segmento observado, no ano passado, a maior subida em termos de matrículas registadas (+136%). As 232 viaturas matriculadas no ano passado fizeram subir a frota de autocarros a gás natural para 403 unidades. Em 2019, foram também matriculados 46 novos camiões a gás natural, aumentando a frota nacional para 135 viaturas pesadas.

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