Lucro do Santander Totta cai 13,4%. Fez provisões de 30 milhões de euros

Provisões? "Para já são 30 milhões, nos resultados que vamos apresentar em junho, vamos reforçar essas provisões. Em setembro e no final do ano também", diz Castro e Almeida.

O Santander Totta lucrou 118,9 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. O montante representa uma quebra de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo já sido penalizado pela pandemia de Covid-19. Para fazer face à crise e antever o aumento do malparado, o banco liderado por Pedro Castro e Almeida reforçou as provisões.

O banco colocou 30 milhões de euros em provisões, a refletir o impacto que espera que a pandemia tenha na economia e, consequentemente, na qualidade do crédito. O CEO reconheceu que “os resultados do primeiro trimestre de 2020 evidenciaram já um ligeiro impacto associado à pandemia da Covid-19“.

“Todo o sistema financeiro global vai ter um grande aumento de imparidades. Vamos ao longo dos trimestres constituindo provisões em função da visibilidade que vamos tendo. Para já são 30 milhões, nos resultados que vamos apresentar em junho, vamos reforçar essas provisões. Em setembro e no final do ano também“, explicou Castro e Almeida.

"Todo o sistema financeiro global vai ter um grande aumento de imparidades. Vamos ao longo dos trimestres constituindo provisões em função da visibilidade que vamos tendo. Para são 30 milhões, nos resultados que vamos apresentar em junho, vamos reforçar essas provisões. Em setembro e no final do ano também.”

Pedro Castro e Almeida

CEO do Santander Totta

O banco chegou ao fim do primeiro trimestre com um rácio de NPE (non-performing exposures) situou-se em 3,25% (contra 3,99% no período homólogo) e a cobertura de NPE por provisões em 55,9%.

O CFO Manuel Pedro clarificou que “as melhorias no negócio foram praticamente anuladas pelas provisões”. O produto bancário manteve-se praticamente inalterado (-0,2%) nos 354,5 milhões. A margem financeira caiu 6,3% para 202 milhões de euros, enquanto as comissões aumentaram 0,9% para 96,6 milhões de euros. Por outro lado, os custos operações situaram-se em 147 milhões de euros, menos 3,7% que no período homólogo.

Os recursos de clientes totalizaram 41,8 mil milhões de euros, um crescimento de 1,5% face ao mesmo período do ano passado, refletindo o contributo positivo da evolução dos depósitos, que subiram 2,3%, para 35,0 mil milhões de euros. O crédito a clientes ascendeu a 41,0 mil milhões de euros, um acréscimo de 1,3% face a março de 2019.

(Notícia atualizada às 13h05)

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