Centeno também foi almoçar fora. Quer regresso “aos pequenos hábitos da vida em sociedade” para revitalizar a economia

Depois de dias preenchidos com a polémica do Novo Banco, programa de estabilidade e Eurogrupo, Mário Centeno assinalou a segunda fase do plano de desconfinamento

Os últimos dias têm sido de correria: a polémica com o primeiro-ministro por causa da transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco, a discussão do plano de estabilidade e ainda o Eurogrupo não deram descanso ao ministro das Finanças. Esta segunda-feira, Mário Centeno foi almoçar fora para assinalar o início da segunda fase de desconfinamento do país, com um desejo simples: “Regressar aos pequenos hábitos da vida em sociedade”.

A acompanhar essa mensagem no Twitter está uma fotografia de Mário Centeno, sozinho, numa esplanada de um restaurante em Lisboa, onde almoçou no dia em que muitos restaurantes abriram portas.

“Depois de tantas semanas de confinamento, chegou o momento de gradualmente regressar aos pequenos hábitos da vida em sociedade. Com as devidas cautelas mas com confiança para revitalizar a nossa economia”, frisou o ministro das Finanças naquela rede social.

Foi um dia em que governantes decidiram almoçar fora, no sentido de transmitir um sinal de tranquilidade aos portugueses no regresso à vida normal em tempos de pandemia.

O primeiro-ministro, António Costa, almoçou com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, no restaurante Alfaia, no Bairro Alto, em Lisboa. De manhã, antes da entrevista na TSF, António Costa tomou o pequeno-almoço na pastelaria Califa, em Benfica.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno também foi almoçar fora. Quer regresso “aos pequenos hábitos da vida em sociedade” para revitalizar a economia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião