INE alerta para “forte contração da atividade económica em abril”, no auge da pandemia

O indicador de confiança dos consumidores atingiu o valor mínimo desde maio de 2013, revela o Instituto Nacional de Estatística.

O confinamento por causa da pandemia de Covid-19 levou a uma “forte contração da atividade económica em abril, agravando-se face ao observado em março”, alerta o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira. Em todos os setores, os indicadores de confiança diminuíram “de forma abrupta” face ao mês anterior.

“O indicador de confiança dos consumidores atingiu o valor mínimo desde maio de 2013 e o indicador de clima económico apresentado a redução mais acentuada da série e atingindo o valor mínimo”, aponta o INE. Quanto à confiança do comércio, este indicador também diminuiu de forma expressiva em abril, registando um novo mínimo da série.

Apesar de se notarem quedas em todos os indicadores de confiança setoriais, destaca-se o caso dos Serviços, nomeadamente nas secções de “Atividades artísticas, de espetáculo, desportivas e recreativas” e de “Alojamento, restauração e similares”, que ficaram fortemente limitadas durante o confinamento.

Alguns dados que ajudam a desenhar o cenário vivido durante abril são, por exemplo, a queda de 38,6% no montante global de levantamentos nacionais, de pagamentos de serviços e de compras em terminais de pagamento automático na rede multibanco, bem como a redução das vendas de veículos automóveis, nomeadamente a quebra de 87% nos automóveis ligeiros de passageiros.

Já para o indicador de consumo privado apenas há valores disponíveis para março, quando registou a taxa mínima desde dezembro de 2011, “devido sobretudo à diminuição abrupta do consumo duradouro, em particular da componente automóvel”.

A situação é transversal aos países da União Europeia, onde “o indicador de confiança dos consumidores registou uma diminuição abrupta em abril, a mais intensa da série (iniciada em 1985), retrocedendo para um nível próximo do mínimo histórico verificado em março de 2009″, sinaliza o INE, sendo que se registou uma tendência idêntica com o indicador de sentimento económico.

(Notícia atualizada às 11h55)

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