Acionistas do Lloyds contestam política de prémios à gestão de Horta Osório

  • ECO
  • 22 Maio 2020

Banco liderado por Horta Osório foi alvo de contestação por parte de alguns acionistas devido à nova política de remunerações, que tornam mais certo a atribuição de prémios no futuro à gestão.

Não é apenas no Novo Banco que o bónus atribuídos à gestão são um tema polémico. No britânico Lloyds, um terço dos acionistas votou contra a nova política de remunerações do banco liderado por António Horta Osório, contestando o plano de prémios à administração.

A contestação dos acionistas aumentou depois de um influente grupo de consultoria, a ISS, ter recomendado bloquear a nova política de salários dos executivos do Lloyds, considerando que as novas regras, embora reduzam o valor dos prémios a atribuir, vão tornar mais certo o pagamento de bónus a longo prazo. Ainda assim, a proposta passou na assembleia geral com 64% dos acionistas a votarem favoravelmente.

Várias empresas de topo, incluindo a British Telecom e o Lloyds, estão a rever os seus esquemas de incentivos aos gestores. No caso do banco, o CEO António Horta Osório poderá ganhar um pacote anual de 6,3 milhões de libras com o novo esquema, abaixo dos 8,3 milhões previstos anteriormente, segundo a ISS.

Porém, a consultora questionou se a redução dos prémios era suficiente, uma vez que a gestão do banco terá agora maior probabilidade de receber os bónus. O Lloyds explicou que o desconto está em linha com o setor e que os bónus ainda estão sujeitos a testes.

Por causa das críticas públicas, o banco cortou no final de 2019 os subsídios de pensão aos administradores, o que implicou um corte de 228 mil libras para o gestor português, isto ao mesmo tempo que aumentou os salários aos seus trabalhadores.

Já no mês passado, a comissão executiva e o quadro de diretores do banco britânico Lloyds abdicaram dos bónus a que teriam direito em 2020, perante a incerteza e os desafios extremos colocados pela pandemia do Covid-19.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acionistas do Lloyds contestam política de prémios à gestão de Horta Osório

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião