5 coisas que vão marcar o dia

Governo recebe o maior partido da oposição para falar da economia pós-Covid, no mesmo dia em que será conhecida a execução orçamental em abril.

Vai ser um dia cheio em termos políticos, com o destaque para o programa de estabilização económica e social. O Governo continuar a receber os partidos, enquanto serão conhecidos dados sobre o impacto do surto nas contas públicas. No Parlamento, serão votados os apoios aos sócios-gerentes, bem como pedidos de informações ao Novo Banco. Há ainda um relatório do BCE sobre os efeitos do Covid-19 para estabilidade financeira.

Governo continua a receber partidos

O primeiro-ministro, António Costa, começou esta segunda-feira a receber os partidos com representação parlamentar na residência oficial, em São Bento. Já apresentou a proposta de programa de estabilização económica e social decorrente da pandemia de Covid-19 ao PCP, PEV, BE e PAN. Esta terça-feira é a vez do PS, PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega.

Novo apoio a sócios-gerentes vai a votos

Os deputados do PSD, PAN e Bloco de Esquerda entregaram no Parlamento um texto conjunto que estabelece o alargamento do lay-off simplificado aos sócios-gerentes, independentemente do seu volume de faturação e com efeitos retroativos ao início do regime em causa. Esta proposta conjunta vai ser votada esta próxima terça-feira, na Comissão de Economia.

Novo Banco volta ao Parlamento

Depois de os bónus em tempos de prejuízos — levando mesmo a instituição financeira a queixar-se de ser “arma de arremesso político” — o banco volta a ser tema no Parlamento. A Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa vai discutir um requerimento para chamar António Ramalho e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, para falar sobre os bónus aos membros do Conselho Executivo do Novo Banco. Os deputados vão ainda votar o requerimento do BE para que o Fundo de Resolução envie à Assembleia da República o contrato de venda do Novo Banco ao Lone Star.

Queda nas receitas atiram país para défice

A Direção-Geral do Orçamento divulga esta terça-feira a síntese de execução orçamental até abril, o que significa que serão conhecidos os primeiros dados sobre o impacto da pandemia nas contas públicas. O Estado registou um excedente de 81 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020, o que já inclui a segunda quinzena de março em que o país passou a estar sob o estado de emergência por causa da pandemia. No entanto, o mês seguinte foi de confinamento e a conjugação de uma forte quebra nas receitas com o aumento nas despesas deverá ter atirado as contas públicas para défice.

BCE analisa efeitos do Covid-19 para estabilidade financeira

O Banco Central Europeu publica o relatório de Análise de Estabilidade Financeira relativo a maio. Esta edição avalia as implicações da pandemia para a estabilidade financeira e fornece uma panorâmica das possíveis fontes de risco sistémico e de vulnerabilidade. Visa promover a sensibilização dos decisores políticos, do setor financeiro e do público em geral para as questões relevantes para a salvaguarda da estabilidade do sistema financeiro da Zona Euro. O documento é conhecido um dia depois de a Autoridade Bancária Europeia ter assegurado que os bancos estão bem preparados para esta crise.

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