Hoje nas notícias: BES, moratórias e EDP

  • ECO
  • 26 Maio 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O Tribunal Constitucional voltou a confirmar a coima determinada pelo Banco de Portugal a Ricardo Salgado, devido a atos de gestão ruinosa no Banco Espírito Santo, rejeitando o recurso do antigo líder do banco. Já António Mexia poderá ver as funções suspensas, numa altura em que serão realizados novos inquéritos para agravamento de medidas de coação no caso EDP. Quanto às medidas implementadas no âmbito do combate ao novo coronavírus, o Governo estará a planear prolongar o prazo das moratórias até ao final do ano. Veja estas e outras notícias que marcam os jornais nacionais.

Constitucional confirma coima de 3,7 milhões a Ricardo Salgado

Pela segunda vez, o Tribunal Constitucional rejeitou o recurso de Ricardo Salgado relativamente à coima de 3,7 milhões de euros determinada pelo Banco de Portugal, devido a atos de gestão ruinosa no Banco Espírito Santo (BES), antes de o banco ter sido resolvido em agosto de 2014. O antigo líder do banco está ainda inibido de exercer funções em órgãos sociais de crédito e financeiras nos próximos dez anos. Com a rejeição do segundo recurso pelo Tribunal Constitucional, sobre a mesma condenação, a primeira decisão do Banco de Portugal torna-se definitiva.

Leia a notícia completa no Público (acesso livre).

Moratórias no crédito da banca prolongadas até final de 2020

Os portugueses poderão vir a beneficiar de uma extensão de três meses na suspensão do pagamento das prestações do crédito ao abrigo das moratórias do crédito. O Governo deverá prolongar, no âmbito do combate ao novo coronavírus, o prazo das moratórias que terminaria no final de setembro, até ao final do ano. Mas os setores mais afetados pela pandemia, como o turismo e viagens, poderão ter prazos maiores.

Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago).

António Mexia arrisca-se a ser suspenso como presidente da EDP

António Mexia, presidente executivo da EDP, Manso Neto, administrador da EDP e presidente executivo da EDP Renováveis e João Conceição, administrador executivo da REN, arriscam-se a ser suspensos do cargo, no âmbito do caso EDP. Serão feitos novos interrogatórios tendo em vista o agravamento das medidas de coação, que atualmente se situam no nível mínimo. Será o juiz Carlos Alexandre a decidir o nível das medidas, sendo que a suspensão das funções é a possibilidade mais forte.

Leia a notícia completa no Observador (acesso pago)

Projetos solares já têm terrenos garantidos

Foi há um ano que o Governo apresentou o caderno de encargos para o primeiro leilão solar no país. Atualmente, nenhum dos projetos está em exploração, mas estão ainda dentro do calendário definido. “A maioria dos promotores já cumpriu a primeira etapa definida no caderno de encargos, que passa pela apresentação do comprovativo de obtenção dos terrenos para instalação do centro eletroprodutor”, indicou o gabinete do ministro do Ambiente.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (link indisponível)

Exército comprou drones para fogos e nunca os usou

O Exército adquiriu drones para os incêndios que nunca chegaram a ser utilizados. Na altura, a despesa de seis milhões de euros foi justificada pelo Governo com uma missão de vigilância florestal. Entretanto, serão comprados pelo Estado mais 12 aparelhos, destinados para as Forças Armadas.

Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Hoje nas notícias: BES, moratórias e EDP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião