BCP e Galp suportam bolsa nacional. Europa aplaude plano de recuperação de Bruxelas

A bolsa de Lisboa acompanhou a tendência positiva e encerrou a valorizar, numa sessão que foi impulsionada pela subida dos títulos do BCP e Galp Energia.

Pela quarta sessão consecutiva, a bolsa de Lisboa fechou a sessão no verde, em linha com as restantes pares europeias. Por toda a Europa, o sentimento foi positivo, no dia em que a Comissão Europeia propôs um fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros. As ações do BCP e Galp Energia suportaram os ganhos na bolsa nacional.

O PSI-20 somou 0,14% para 4.304,54 pontos, com oito das 18 cotadas a encerrar em alta e as restantes dez em terreno negativo. Lisboa acompanhou, assim, a tendência positiva do resto da Europa, num dia em que o Stoxx-600 subiu 0,2%. Ao mesmo tempo, o alemão DAX avançou 1,3%, o francês CAC 40 somou 1,6% e o espanhol IBEX 35 ganhou 2,7%.

O otimismo face à retoma das economias, bem como, a proposta anunciada pela Comissão Europeia ajudou a puxar pelos mercados acionistas. Caso esta proposta receba luz verde do Conselho Europeu, prevê-se que Portugal venha a receber 26,3 mil milhões de euros.

Em Lisboa, o dia acabou no entanto por ser misto. As ações do BCP ajudaram a suportar o índice de referência nacional, com os títulos do banco liderado por Miguel Maya a ganharem 3,10% para 9,98 cêntimos. Durante esta sessão, as ações do BCP chegaram a superar a fasquia dos dez cêntimos por ação um máximo desde 30 de abril. O banco tem acompanhado o desempenho positivo dos pares europeus que beneficiam do apetite dos investidores e chegou a diparar 6% na sessão anterior.

Ainda a contribuir para este desempenho do índice esteve a Galp Energia, que avançou 4,71% para 10,895 euros, em contraciclo com as cotações do petróleo nos mercados internacionais. O Brent, de referência europeia, desvaloriza 4,2% para 34,66 dólares, já o WTI, a negociar em Nova Iorque, perde 4,37% para 32,85 dólares.

Mas a maior subida do PSI-20 foi da Sonae Capital, cujos títulos dispararam 6,30% para 0,54 cêntimos. Em sentido contrário, a maior queda foi da Ibersol, com os títulos da dona da Pizza Hut a derraparam 11,24% para 6 euros por ação. A empresa está a corrigir das subidas de quase 80% na semana em que os restaurantes abriram.

A travar uma subida mais expressiva da praça nacional estiveram as ações do grupo EDP. A empresa liderada por António Mexia desvalorizou 2,26% para 4,143 euros, já os títulos da subsidiária EDP Renováveis perderam 4,10% para 11,24 euros.

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