Procura por acrílico dispara depois das máscaras e do gel

  • ECO
  • 1 Junho 2020

A procura mundial por acrílico está a subir, um efeito da pandemia do coronavírus e que acompanha a tendência já vivida com as máscaras e o álcool-gel. Nos EUA, encomendas já demoram cinco meses.

As barreiras em acrílico têm ganhado expressão como medida para evitar o contágio pelo novo coronavírus nesta fase da reabertura.MIGUEL A. LOPES/LUSA

Depois da procura por máscaras e álcool-gel, um novo produto começa a enfrentar escassez mundial — o acrílico. Com a reabertura gradual da economia, não só os preços do acrílico deverão subir, como os tempos de espera para a entrega deste material aumentaram de poucas semanas para vários meses, noticia o The Wall Street Journal (acesso pago).

De acordo com Mitch Grindley, chairman executivo da Plaskolite, uma das maiores empresas de produção de acrílico dos EUA, algumas encomendas enfrentam agora tempos de espera de cerca de cinco meses. “Nunca houve nada assim”, disse o gestor ao mesmo jornal.

O fenómeno dá-se numa altura em que empresas e organismos têm instalado estas barreiras transparentes para proteger os trabalhadores do coronavírus, sobretudo em pontos de interação com o público, mas também os restaurantes. Em Portugal, o acrílico passou mesmo a ser obrigatório a partir desta segunda-feira para os restaurantes que pretendam abrir com a lotação máxima.

Os efeitos da lei da oferta e da procura tornaram-se visíveis a olho nu devido às transformações geradas pela pandemia em alguns mercados. Assim, com a procura por acrílico a aumentar e sem um acelerar do lado da oferta, o resultado é a escassez e eventual subida dos preços. Isto é também válido para as máscaras e para o álcool, ainda que, nas últimas semanas, a oferta tenha aumentado, ajudando à estabilização dos preços.

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