BCP puxa por Lisboa. Europa ganha 1% com reabertura da economia

Com as ações asiáticas em máximos de três meses, praças europeias aceleram. Lisboa segue a tendência, com o BCP a puxar.

As bolsas europeias estão em alta, acompanhando a tendência das ações asiáticas que atingiram máximos de três meses. As perspetivas em torno da reabertura da economia continuam a animar os investidores, ofuscando outros fatores que deverão condicionar as negociações, como é o caso do choque económico da pandemia, dos protestos violentos nos EUA e das tensões entre Washington e Pequim.

O Stoxx 600 avança 1%, enquanto o francês CAC-40 ganha 1,7% e o espanhol IBEX sobe 1,8%. O português PSI-20 acompanha esta tendência, somando 1,19%, para 4.382,33 pontos, com a generalidade das cotadas a apresentarem ganhos esta segunda-feira. Mas a puxar mais pela bolsa de Lisboa estão os setores com maior peso no índice, como é o caso da energia, banca e telecomunicações.

A operadora Nos destaca-se entre as demais cotadas ao valorizar 2,27%, para 3,786 euros. Das telecomunicações para a energia, a EDP Renováveis valoriza 2,18%, para 12,18 euros, depois de anunciar que venceu um contrato de longo prazo para a venda de energia eólica em Itália. Já a casa-mãe, a EDP, soma 1,16%, para 4,272 euros por ação.

Destaque ainda para os títulos do BCP, que estão novamente a cotar acima dos 10 cêntimos depois da queda da última sexta-feira. As ações do banco liderado por Miguel Maya recuperam 1,73%, para 10,02 cêntimos, dando um forte contributo para a subida da praça portuguesa.

Com menos peso, mas em destaque, estão igualmente os títulos da Ibersol. A dona de marcas de restauração como Pizza Hut e KFC encabeça as subidas no PSI-20, avançando 3,59%, para 6,34 euros, perante as perspetivas de reabertura dos restaurantes inseridos em centros comerciais em Portugal já esta segunda-feira, ou somente na sexta-feira no caso das grandes superfícies comerciais da região de Lisboa.

Nota ainda para a Navigator. A empresa de fabrico de papel viu-se obrigada a cancelar os dividendos por ter acedido ao regime de lay-off, mas admitiu na assembleia-geral remunerar os acionistas este ano, por ter 256 milhões de euros de liquidez, avançou o ECO. As ações da empresa ganha, 0,99%, para 2,248 euros.

Em sentido inverso, destaque negativo para duas cotadas, a Corticeira Amorim e a Novabase. A primeira recua 0,33% em bolsa, para 9,19 euros por ação, enquanto a segunda perde 2,43%, para 3,21 euros cada título. São as únicas duas cotadas em terreno negativo nesta sessão.

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