Já cheira a férias e escapadinhas.10 sítios para desconfinar em comunhão com a natureza

De acordo com a agência de viagens online eDreams, o surto de Covid-19 levou a uma procura cada vez mais por locais que permitam o contacto com a natureza, em vez de espaços com muitas pessoas.

Junho é sinónimo da chegada do tempo quente e do verão, do início da época balnear, dos santos populares e das romarias. É o mês em que as férias deixam de ser uma miragem e os feriados permitem escapadinhas com os amigos e a família. No entanto, em 2020, a pandemia mundial de Covid-19 veio alterar quase tudo. O desconfinamento já vai na terceira fase e os planos para o merecido descanso anual começam agora a ser delineados.

De acordo com a agência de viagens online eDreams, “devido ao surto de Covid-19 que tem abalado o mundo desde o início do ano, a tendência que se verifica atualmente é uma procura cada vez mais por locais que permitam o contacto com a natureza, ao invés de espaços fechados e que impliquem grandes concentrações de pessoas”.

A pensar nisso, a eDreams sugere os 10 melhores locais em Portugal para desconfinar em comunhão com a natureza, que pode visitar já este ano e sem necessidade de apanhar um avião. Saiba quais são.

1. Parque Natural da Peneda-Gerês

O Parque Nacional da Peneda-Gerês é um dos paraísos naturais que vale a pena visitar este verão, refere a eDreams. Há miradouros e cascatas escondidas; praias fluviais com atividades aquáticas para miúdos e graúdos; pequenas aldeias perdidas na serra, e ainda inúmeros trilhos (de diversas dificuldades) para percorrer.

2. Passadiços do Paiva (Arouca)

Uma caminhada de cerca de 8 km pelo meio da natureza, com passagem por águas bravas, cascatas, praias fluviais e até uma ponte suspensa. Pelo caminho é possível observar cristais de quartzo e espécies em extinção na Europa. O destino é Arouca e os famosos Passadiços do Paiva. Na região há também empresas que promovem atividades aquáticas radicais para toda a família.

3. Piódão

A pequena aldeia histórica de Piódão, no concelho de Arganil, é outro dos locais a visitar em 2020. Perdida no meio da Serra do Açor, as suas vistas são imbatíveis e as tradicionais ruelas repletas de casinhas de xisto são uma visita obrigatória. Outros pontos de paragem incluem: Foz d’Égua e Chão d’Égua, duas aldeias próximas ligadas por um trilho. Há ainda a praia fluvial, com uma pequena piscina no meio do rio.

4. Algar de Benagil

O Algar de Benagil é um dos mais conhecidos postais turísticos do Algarve. A região caracteriza-se pelas suas várias grutas naturais à beira-mar, mas nenhuma como esta: além da sua dimensão, tem uma abertura no topo que deixa entrar o sol e cria efeitos de luz sem igual. Para lá chegar é preciso organizar uma viagem de barco ou caiaque. Ali perto pode aproveitar para fazer o Percurso dos Sete Vales Suspensos, um trilho costeiro de 6 km que liga as praias da Marinha e de Vale de Centeanes.

5. Alqueva

O Alentejo pode ser o local certo para quem quer fugir de multidões. Vale uma visita à Barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, com inúmeras ilhotas “selvagens”. Além das caminhadas, que permitem contacto direto com diversas espécies de fauna e flora, e das cidades e vilas em redor (Mourão, Aldeia da Luz, Monsaraz, etc.), as opções incluem desportos náuticos e BTT, passeios de barco, avião, helicóptero, a cavalo ou num balão de ar quente.

6. Alto Douro Vinhateiro

A região do Alto Douro Vinhateiro é conhecida em todo o mundo pela qualidade dos seus vinhos, mas as paisagens não ficam atrás: se procura tranquilidade, este é o seu destino em 2020. Não pode deixar de fazer um passeio de barco, a melhor forma de observar os socalcos e as vinhas em todo o seu esplendor, e uma viagem no comboio histórico do Douro também não pode faltar.

7. Arquipélago das Berlengas

O Arquipélago das Berlengas é incontornável para quem pretende fazer turismo na Natureza em Portugal, pois nesta área protegida e reconhecida pela UNESCO é possível encontrar flora e fauna no seu estado mais selvagem. As atrações turísticas são várias, como o Forte de São João Baptista, o Farol Duque de Bragança ou o Centro de Visitantes. Na ilha há vários trilhos que levam a praias e é possível visitar de barco inúmeras grutas. Fazer mergulho em águas cristalinas também é uma opção.

8. Caminhos de Santiago

Os Caminhos de Santiago são um conjunto de rotas pela Península Ibérica que culminam em Santiago de Compostela, na Galiza. Os trilhos oficiais partem de vários pontos do país e permitem escolher o percurso a seguir – mais longo ou mais curto, passando pela costa, fazendo paragens estratégicas ou pernoitar em sítios históricos.

9. Ilha das Flores (Açores)

Uma visita aos Açores é absolutamente incontornável para quem quer estar perto da natureza. Todas as ilhas são perfeitas, mas para fugir das multidões há uma das nove ilhas do arquipélago que se destaca entre as mais selvagens e menos visitadas: as Flores. No verão, a ilha enche-se de hortenses em flor e há vários trilhos que vale a pena conhecer. As lagoas são inúmeras – como o Poço da Ribeira do Ferreiro, a Lagoa Comprida e a Lagoa Escura – e também as formações rochosas como o Poço do Bacalhau ou a Rocha dos Bordões.

10. Pico Ruivo (Madeira)

No arquipélago da Madeira, entre as muitas paisagens naturais, destaca-se o Pico Ruivo, o ponto mais alto da ilha (1861 metros). O trilho que liga a Achada da Teixeira ao Pico Ruivo (cerca de 6 km, ida e volta) é de uma beleza incomparável. O tempo nublado é comum na zona mas, uma vez chegado ao topo, o céu azul é infinito e a tranquilidade absoluta. Não é possível estar mais perto da natureza.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Já cheira a férias e escapadinhas.10 sítios para desconfinar em comunhão com a natureza

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião