Exclusivo Negócio entre EuroBic e Abanca prestes a ser fechado

O negócio de compra do EuroBic pelo Abanca está prestes a ser fechado. Anúncio da operação estará por horas ou poucos dias, segundo as informações recolhidas pelo ECO.

O Abanca está prestes a finalizar a compra do EuroBic, segundo as informações recolhidas pelo ECO. O anúncio oficial ao mercado estará mesmo por horas, no máximo até ao final da semana. As negociações entre o Abanca e os acionistas do EuroBic, Isabel dos Santos e Fernando Teles, estão em curso desde fevereiro, na sequência do Luanda Leaks e da pressão do Banco de Portugal, quando foi assinado um memorando de entendimento.

A pandemia do novo coronavírus atrasou os trabalhos da due diligence para depois de maio. Nas últimas semanas, depois de concluída a análise aprofundada às contas do EuroBic e já com Fernando Teixeira dos Santos fora da mesa das negociações, tanto os acionistas do banco português, onde se inclui o sócio de Isabel dos Santos, Fernando Teles, e o banco galego, voltaram as negociações para finalizar o negócio, nomeadamente o preço de venda. Tinha-se fixado o dia 31 de maio como data limite para um acordo, mas o prazo não era propriamente rígido e nem um obstáculo à conclusão das negociações.

O Abanca terá feito uma proposta inicial a rondar os 240 milhões de euros. Porém, com a due diligence e o impacto da pandemia, Juan Carlos Escotet, chairman do Abanca, admitiu rever em baixa a proposta final a entregar aos donos do EuroBic. Por isso, o negócio deverá ser concluído por um valor inferior. O ECO contactou ambas as partes mas estas não quiseram fazer qualquer comentário, mas já depois da publicação da notícia, uma fonte oficial do Abanca respondeu ao ECO que o negócio ainda não está fechado e as negociações prosseguem.

Pelo meio disto tudo, embora de forma não oficial, o Banco de Portugal já deu a bênção à operação. Carlos Costa disse, no início de março, no Parlamento, que o Abanca é “credível e com interesse”. “Não estamos perante uma entidade desconhecida, é supervisionada pelo Banco de Espanha, Banco de Portugal e pelo Banco Central Europeu”, disse o governador do Banco de Portugal. O novo acionista do EuroBic tem de ser aprovado pelo BCE.

O EuroBic fechou 2019 com lucros recorde de 61 milhões de euros. O desempenho ficou a dever-se em grande parte a uma decisão do tribunal arbitral em relação a um litígio que opunha o banco ao Estado português no âmbito da venda do BPN, em 2012, e cujo contributo foi de 30,6 milhões de euros para os proveitos do EuroBic.

O banco português conta com uma estrutura operacional importante: mais de 1.400 trabalhadores e uma rede de 184 balcões, a maioria deles localizados no litoral do país.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Negócio entre EuroBic e Abanca prestes a ser fechado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião