“Não há plano que nos salve da dor”, diz António Costa

  • ECO
  • 4 Junho 2020

O Governo apresentou o Programa de Estabilização Económica e Social para "estancar a hemorragia" provocada pela pandemia. Mas "não há plano que nos salve da dor", considera António Costa.

O Governo aprovou esta quinta-feira o Programa de Estabilização Económica e Social “para estancar a hemorragia” provocada pela pandemia. Mas, “não há plano que nos salve da dor” da crise, alerta o primeiro-ministro. “Esta crise está a doer e vai doer“, acrescentou António Costa em entrevista à TVI.

Entre as várias medidas aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros estão novos apoios às empresas e aos trabalhadores além do lay-off, a redução do pagamento por conta para empresas mais afetadas pela crise (em alguns casos a isenção é total, como na restauração e alojamento) e um aumento das linhas de crédito com garantia do Estado de 6,2 mil milhões de euros para os 13 mil milhões, o limite autorizado por Bruxelas.

Com estas medidas, cuja quantificação será conhecida quando for apresentado o Orçamento suplementar na próxima terça-feira, António Costa quer “estancar a hemorragia”, isto quando Governo antecipa uma quebra de quase 7% na economia e um aumento da taxa de desemprego para quase 10% este ano.

Segundo Costa, este plano é necessário para solidificar o terreno sobre o qual se baseará o relançamento da economia. “Todos nós gostávamos de já estar a falar de grandes projetos, do relançamento da economia. Temos de fixar o relançamento quando tivermos terreno sólido”, explicou.

Quando esse momento chegar, o primeiro-ministro assegura que o banco de fomento já estará pronto para ajudar a desenvolver a economia. Nas palavras de António Costa, será um instrumento “decisivo para a modernização do tecido produtivo” de Portugal, através da canalização de fundos europeus, nomeadamente do Banco Europeu de Investimento.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não há plano que nos salve da dor”, diz António Costa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião