Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 4 Junho 2020

A Alemanha tem um novo plano de 130 mil milhões de euros para promover a recuperação da economia. A pandemia ameaça provocar um rombo no setor do petróleo. E há outro grupo de olho na MásMóvil.

Os estímulos económicos continuam a ser notícia internacional, à medida que a Europa vai tentando reabrir gradualmente a economia: na Alemanha, a coligação governamental chegou a acordo para um novo plano de 130 mil milhões de euros. A atualidade também está a ser marcada pelo alegado interesse dos franceses da Orange em comprarem a MásMóvil.

Financial Times

Alemanha avança com plano de 130 mil milhões para relançar economia

A Alemanha anunciou um novo pacote de estímulos de 130 mil milhões de euros para este ano e 2021, com o intuito de impulsionar a economia do país. Este plano, que se junta ao pacote de 156 mil milhões aprovado no início da pandemia, prevê a redução temporária do IVA e das transferências de dívidas dos municípios para o Governo federal, um subsídio de 300 euros por criança para as famílias e a duplicação do prémio para a compra de veículos elétricos. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

The Guardian

Pandemia pode custar 25 biliões aos combustíveis fósseis

A pandemia poderá ter um forte impacto nos combustíveis fósseis, eliminando dois terços do valor das reservas, de acordo com um estudo realizado pelo think tank financeiro Carbon Tracker. Este estudo prevê uma redução anual de 2% na procura por estes combustíveis, o que poderá levar a uma quebra nos lucros futuros das empresas de petróleo, gás e carvão, de um valor estimado de 39 biliões de dólares para 14 biliões, um corte de 25 biliões. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

El Economista

Orange também estará interessada em ficar com a MásMóvil

A operadora MásMóvil continua a despertar o interesse de investidores. Para além dos fundos KKR, Cinven e Providence, que avançaram com uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a empresa, o grupo francês Orange também estará a analisar a hipótese de avançar com uma proposta alternativa sobre a telecom espanhola. A confirmar-se, uma decisão deste tipo poderá desencadear uma guerra entre investidores e puxar pelo preço da empresa. Atualmente, os fundos oferecem 22,50 euros por ação e os títulos negoceiam em Madrid a 23,04 euros, mas uma contraproposta poderá resultar numa oferta acima de 26 euros por título. Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre/conteúdo em espanhol).

Business Insider

Há quem possa ter “vantagem” imunológica contra o coronavírus

Algumas pessoas podem ter uma “vantagem” imunológica no que toca ao Covid-19, mesmo sem terem sido expostas ao vírus. Estas pessoas já terão anticorpos capazes de reconhecer e combater o vírus no caso de se dar uma infeção. De acordo com um estudo, a explicação mais provável pode ter a ver com um fenómeno chamado “reatividade cruzada”. Em linhas gerais, refere-se ao fenómeno de anticorpos desenvolvidos pelo organismo em resposta a outros vírus serem capazes de reagir a um agente patogénico semelhante. Leia a notícia completa no Business Insider (acesso livre/conteúdo em inglês).

Bloomberg

Biden aumenta vantagem contra Trump na corrida presidencial

Joe Biden, que está prestes a receber a nomeação por parte dos Democratas na corrida à Casa Branca, está a aumentar a vantagem face ao atual presidente norte-americano. A mais recente sondagem realizada pela Monmouth University revela que 52% dos americanos apoia Biden, contra os 41% que estão do lado de Donald Trump — no mês passado, Biden conseguia 50% e Trump 41%. Este resultado reflete a forma como Trump tem lidado com a pandemia, mas também com os protestos por causa da morte de George Floyd, um afro-americano que estava sob custódia da polícia. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês).

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Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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