Phone House deve 11,6 milhões de euros. Mais de metade é aos bancos

A Phone House deve sete milhões de euros a quatro grandes bancos nacionais. O BCP tem 33% da dívida total de 11,6 milhões de euros e o Santander, BPI e Caixa também estão na lista. Samsung tem 10,66%.

Quatro grandes bancos portugueses detêm mais de metade da dívida de quase 11,6 milhões de euros da Phone House, a empresa de venda de telemóveis que entrou em Processo Especial de Revitalização (PER) no passado mês de maio. O administrador judicial a cargo do processo já divulgou a lista provisória de créditos, na qual estão mais de 150 entidades.

Do valor total que é reclamado, cerca de 57% diz respeito a dívidas da Phone House junto do BCP, do Santander, da Caixa Geral de Depósitos e do BPI, num montante que chega aos 6,7 milhões de euros. A “maior” fatia dos créditos é devida ao BCP (3,9 milhões de euros), seguindo-se o Santander (1,74 milhões), a Caixa (924,7 mil) e o BPI (167,6 mil).

Assim, o montante total da dívida é superior face aos dez milhões avançados inicialmente pelo ECO em maio, na sequência da publicitação do PER no portal da justiça Citius. A elevada exposição da banca à dívida da Phone House, cujas dificuldades financeiras se agravaram com a pandemia, é outro fator que ainda não era conhecido. Foi noticiado primeiro pelo Expresso.

Do lado dos fornecedores, a Phone House deve 1,2 milhões de euros à Samsung, o que corresponde a cerca de 10,7% dos créditos. Não sendo a maior credora, ao contrário do que se acreditava até aqui, a tecnológica sul-coreana está a cooperar no PER da Phone House e “salvou” a marca da insolvência, viabilizando o processo.

Entre os credores minoritários, como já tinha sido noticiado, estão centros comerciais, outras marcas de telemóveis e diversas empresas. A lista provisória de credores, que ainda pode sofrer alterações, inclui ainda vários créditos laborais a particulares.

Em maio, fonte oficial da Phone House confirmou ao ECO as dificuldades financeiras vividas pela marca de comércio de telemóveis: “Após uma reestruturação que resultou em dois períodos consecutivos com melhoria de performance, a situação financeira da empresa agravou-se no último ano, em virtude de vários fatores, dos quais se destacam um mercado bastante competitivo”, disse fonte oficial. O “contexto” da pandemia “veio precipitar a necessidade de uma reestruturação mais abrangente”, acrescentou a mesma fonte.

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