Pode o luxo ser sustentável? Joias da Chopard são feitas de ouro 100% ético

Marca de joalharia de luxo, que usa ouro 100% ético nas suas peças, acaba de assinar parceira com Swiss Better Gold Association que visa obter ouro através de mineiros artesanais colombianos.

A Chopard, marca suíça de joalharia de luxo que todos os anos marca presença com as suas joias na passadeira vermelha dos Óscares, em Hollywood, e fabrica os troféus Palma de Ouro do festival de Cinema de Cannes, deu mais um passo no caminho rumo à sustentabilidade. Há dois anos que só usa ouro 100% ético nas suas coleções e em 2020 assinou uma parceria com a Swiss Better Gold Association com o objetivo de adquirir ouro através de mineiros artesanais colombianos, os Barequeros de El Chocó, na Colômbia.

El Chocó é a segunda maior região produtora de ouro na Colômbia, mas também uma das mais pobres do país. Os Barequeros são mineiros artesanais, entre os quais 46% são mulheres. Na sua atividade, são usadas técnicas locais tradicionais de mineração com equipamentos manuais e, não usam mercúrio, protegendo assim a biodiversidade da região, que é uma das únicas do mundo.

Desde 2013, que a Chopard apoia a mineração artesanal através da iniciativa Journey to Sustainable Luxury e, em 2018 anunciou que ia usar apenas ouro 100% ético nas suas joias e relógios. A partir desta data, a Chopard anunciou a criação de uma cadeia de fornecimento de ouro 100% ético para todas as suas criações de relógios e joias. Foi a primeira casa de relojoaria e joalharia de luxo a apoiar diretamente as comunidades de mineração, fornecendo treino, bem-estar social e apoio ambiental.

A partir de julho de 2018, a Chopard assumiu mundialmente o compromisso de usar apenas ouro 100% ético em todas as suas joias e coleções de relógios. “Enquanto empresa empresa familiar, a ética sempre foi uma parte importante de nossa filosofia de trabalho”, disse nessa altura Caroline Scheufele, copresidente e diretora criativa da Chopard.

O ouro ético é aquele que vem de minas artesanais, com uma exploração de pequena escala. Estas minas são certificadas e obtêm o selo de qualidade “Fairmined”. Significa que nos processos de extração e transformação do ouro respeitam os direitos humanos, as condições de trabalho e o ambiente. Exploração infantil e o envenenamento por mercúrio são dois dos riscos associados à mineração de ouro, da qual dependem para sobreviver 100 milhões de pessoas no mundo.

“A sustentabilidade é um compromisso em movimento, é uma jornada que nunca termina. Hoje, mais do que nunca, deve ser a nossa prioridade proteger as pessoas que potenciam os nossos negócios. Sinto muito orgulho por termos conseguido fazer parte deste projeto extraordinário em parceria com a Swiss BetterGold Association (SBGA) e, espero vê-lo crescer ao longo dos anos”, refere Caroline Scheufele, copresidente e diretora criativa da Chopard.

“Tenho muito orgulho de fazer parte deste projeto responsável que reconhece o trabalho da mineração artesanal e, agradeço aos que compram o nosso ouro. Por ser fruto do trabalho das nossas mãos, cada grão de ouro é o resultado de muito esforço e ajuda na sustentação das nossas família“, explica Paola Córdoba, uma Barequera de Istmina, Chocó.

Os Barequeros necessitam de obter uma permissão especial que lhes permita produzir manualmente e vender 420 gramas de ouro por ano. Este programa assegura que os Barequeros receberão não apenas um preço competitivo, mas também, um incentivo especial de 70 cêntimos de dólar por cada grama. O objetivo é que usem este valor para melhorar as suas condições de vida e trabalho. Para além disso, esta cadeia de valor permite que os artesãos saibam o destino exato do seu ouro.

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