Michael O’Leary: “Vai ser muito difícil a TAP cumprir condições” do apoio estatal

  • ECO
  • 23 Junho 2020

"Vai ser muito difícil para a TAP conseguir cumprir com as condições" da injeção de capital que está a ser preparada pelo Governo, diz o líder da irlandesa Ryanair.

O dinheiro que o Estado prevê injetar na TAP seria “mais bem distribuído através das várias companhias aéreas que operam em Portugal em proporção do seu contributo para a conectividade do país”, defende o presidente da Ryanair, em entrevista ao Público (acesso condicionado). Michael O’Leary deixa ainda um aviso quanto ao apoio público que está a ser preparado para a transportadora aérea portuguesa: “Vai ser muito difícil a TAP cumprir as condições” da injeção.

O irlandês sublinha, por outro lado, que as ajudas estatais que têm sido garantidas a transportadoras como a Air France distorcem a concorrência e defende que, em alternativa, os Governos deviam suspender os impostos e taxas hoje aplicados às companhias aéreas.

Sobre o futuro do setor, o líder da Ryanair acredita que haverá uma “recuperação rápida dos níveis de tráfego”. Isto à boleia de tarifas baixas, que as próprias companhias de bandeira vão oferecer, nos próximos anos. Por isso mesmo, O’Leary antecipa que transportadoras como aquela que lidera — isto é, conhecidas por oferecerem bilhetes a baixo custo — terão de ter tarifas ainda mais baixas “para competir e sobreviver”, estratégia que terá efeito não só no número de trabalhadores, mas também nas remunerações oferecidas. A Ryanair já prevê eliminar três mil postos de trabalho, incluindo em Portugal.

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