Web Summit estreia evento “from home” com 32 mil assistentes

Collision, evento "irmão" do Web Summit, arranca esta terça-feira em versão remota. Organização transmite o que se passa nos palcos virtuais a partir da app do evento.

A organização do Web Summit anunciou esta manhã que o Collision from home, evento “irmão” do Web Summit, em Lisboa, conta com 32 mil assistentes na edição deste ano. O evento, que deveria arrancar esta terça-feira em Toronto, no Canadá, inaugura a sua primeira edição “from home”.

Assim, a empresa dona do Web Summit estreia também, durante esta terça-feira, uma nova tecnologia que permitirá aos assistentes acompanharem, em permanência e via app e desktop, aquilo que se passa nos palcos do evento.

De acordo com a organização, o Collision from home vai funcionar através de uma experiência de dois ecrãs: uma web app a instalar no desktop do computador e uma aplicação mobile, a instalar no smartphone. Ambas as aplicações serão iniciadas assim que as “portas do evento” estiverem abertas. A Web Summit transmitirá, assim, via app de desktop e, em vídeo, as reuniões, entrevistas e outras atividades como Q&As e conferências de imprensa. A aplicação a instalar nos smartphones será uma espécie de “assistente” do evento, “que ajuda a planear e ao networking“, informa a organização.

Esta dinâmica, que a Web Summit estreia hoje no evento que deveria decorrer em Toronto mas que foi movido para a versão “de casa” — decisão anunciada por Paddy Cosgrave, fundador e CEO do Web Summit, no início de março — foi apontada como sendo uma “possibilidade” para a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia do mundo, o Web Summit, marcada para o início de novembro, em Lisboa. No entanto, no início da semana passada, o irlandês dava conta, através da sua conta de Twitter, que o Web Summit irá realizar-se ao vivo, em Lisboa.

Num tweet publicado esta tarde, o irlandês escreveu: “O Web Summit avança este ano em Lisboa”.

No final de maio, a 5.ª edição do Web Summit em Portugal, marcada para os dias 2, 3, 4 e 5 de novembro, em Lisboa, continuava em aberto face às limitações provocadas pelo contexto da pandemia de coronavírus. Nessa altura, a organização dizia ao ECO que o evento organizado pela empresa dona do Web Summit, que decorreria no final deste mês em Toronto, no Canadá, poderia servir como teste para uma edição “a partir de casa” de todos os participantes e oradores da conferência. Essa era uma das “várias opções” em cima da mesa, graças à tecnologia que a empresa está a desenvolver para tornar a assistência ao evento uma realidade.

O Web Summit juntou, em Lisboa, em novembro de 2019, cerca de 70 mil assistentes de 163 países do mundo.

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