É o fim de uma era. Segway vão para a reforma

Popular entre turistas e forças de segurança, os diciclos Segway vão "para a reforma". A empresa vai pôr fim à produção destes veículos.

A Segway vai pôr fim à produção dos seus conhecidos diciclos usados até aqui maioritariamente por turistas, membros das polícia e da segurança. Apesar da popularidade nestes grupos, este modo de transporte nunca foi adotado pela generalidade da população e representa hoje uma fatia muito magra das receitas da empresa, daí a decisão de terminar a produção, adianta o The Guardian (acesso livre), esta quarta-feira.

“A Segway PT tornou-se um essencial para as forças de segurança, sendo vista como um veículo pessoal eficiente e eficaz“, sublinhou o presidente da empresa, Judy Cai, na nota em que anunciou o fim da produção dos diciclos em causa. Este tipo de veículo também se tornou popular entre os turistas de grandes cidades da América do Norte, da Europa, da Ásia, da América do Sul e do Médio-Oriente, frisou o responsável.

Apesar da popularidade nestes grupos, a Segway PT — que transporta um passageiro numa plataforma larga, sobre duas rodas — representa hoje menos de 1,5% das receitas da empresa, daí a decisão de pôr termo à sua produção. Também nesse âmbito, serão despedidos 21 trabalhadores; outros 12 ficarão na empresa por mais dois a 12 meses; e cinco outros têm, pelo menos por agora, o seu lugar assegurado.

O diciclo Segway foi inventado por Dean Kamen, que antecipava uma revolução nos transportes por via desta forma de mobilidade pessoal. A revolução acabou, contudo, por não acontecer e os diciclos nunca foram adotados pela generalidade da população. Isto não só por causa do preço (originalmente, cada veículos custava cinco mil dólares, cerca de 4.400 euros), mas também por causa das dificuldades de utilização (é preciso que o passageiro se posicione num certo ângulo ou pode mesmo ser “cuspido” do veículo).

A propósito, foram vários os acidentes insólitos registados, nos últimos anos, com este tipo de diciclos. Por exemplo, dez meses depois de ter comprado a empresa, o milionário Jimi Heselden morreu num acidente com uma Segway ao ter perdido controlo do veículo e caído, consequentemente, de um penhasco.

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