Frasquilho não quer “uma TAPzinha nem uma TAPzona”. Rejeita cortar rotas

O presidente do conselho de administração da TAP diz que o objetivo do plano de reestruturação é criar uma TAP "que interesse aos portugueses". E isso não passa pelo corte de rotas ou destinos.

O presidente do conselho de administração da TAP diz que não quer uma “TAPzinha” nem uma “TAPzona”. Mas sim uma empresa “que interesse aos portugueses”. Miguel Frasquilho está confiante no plano de restruturação e no trabalho que será feito nos próximos meses e exclui a hipótese de a companhia aérea cortar rotas ou destinos.

“Não queremos uma TAPzinha nem uma TAPzona. Queremos uma TAP que interessa aos portugueses”, disse o chairman da companhia aérea nacional, referindo ter “confiança que o trabalho que vai ser desenvolvido vai ser um bom trabalho”. A ser ouvido numa audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação no Parlamento, sublinhou que “todas as companhias vão passar por um processo de encolhimento temporário”.

“Vai haver certamente um redimensionamento. Mas não apenas à TAP”, disse, garantindo que “este redimensionamento, apesar de implicar sacrifícios, não implica necessariamente o despedimento de trabalhadores”. “A nossa intenção para preparar o futuro é salvaguardar o mais possível os postos de trabalho e minimizar os impactos sociais e os sacrifícios que todos sabemos que têm de acontecer”, completou.

Na mesma audição, Miguel Frasquilho deixou uma garantia: “Não nos passa pela cabeça que o trabalho seja cortar rotas ou destinos”. O chairman referiu-se ainda o “peso económico” que o Norte do país tem e revelou que a TAP tinha previsto para este ano criar “uma ponte aérea entre o Porto e Madrid”, mas que “isso acabou por ruir face à pandemia”.

Antecipando que em agosto a companhia aérea terá apenas cerca de 25% da operação, “o que mostra bem a gravidade do período que estamos a atravessar”, o presidente do conselho de administração da TAP espera que, em agosto, “a proporção de destinos servidos a partir do Porto tenha já uma proporção muito semelhante face a Lisboa à que tinha antes da crise”.

Esta terça-feira, no Parlamento, o secretário de Estado Adjunto e da Economia João Neves questionou a redução de rotas da companhia aérea, afirmando ser “muito duvidoso que as rotas para as zonas onde há comunidades portuguesas não sejam rentáveis”. “A TAP (…) é importante para Portugal”, disse João Neves, referindo que o objetivo do Governo é “preservar uma companhia em que essas dimensões possam estar bem presentes”.

(Notícia atualizada às 13h50 com mais informação)

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