“Fiquei muito surpreendido” com a providência cautelar da Associação Comercial do Porto, diz Miguel Frasquilho

O presidente do conselho de administração da TAP diz ter ficado "muito surpreendido" com a providência cautelar apresentada (e entretanto aceite) pela Associação Comercial do Porto.

A providência cautelar apresentada pela Associação Comercial do Porto (ACP) apanhou de surpresa o presidente do conselho de administração da TAP, que diz que em todas as reuniões “produtivas” que houve foi passada a mensagem de que o próprio conselho de administração se iria esforçar para aproximar o plano de rotas daquele que era o plano antes da pandemia.

“Eu próprio tenho estado presente nas reuniões que já decorreram com algumas dessas regiões e entidades, inclusive com os parceiros e colegas do Norte”, começou por dizer Miguel Frasquilho esta quarta-feira, durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, referindo que a ACP esteve presente nessas reuniões, “que foram muito produtivas”.

Fiquei muito surpreendido com esta iniciativa da ACP, porque se houve uma mensagem passada nestas reuniões foi que o conselho de administração se ia esforçar para numa lógica sustentável aproximar-se para repor os níveis de atividade pré-covid”, acrescentou.

O representante do Estado na TAP explicou ainda que a elaboração do plano de rotas é da competência da comissão executiva e que “foi ao nível do conselho de administração que foi decidido trabalhar para melhorar o plano”. E garantiu que, em agosto — onde apenas 25% da operação será reposta –, “a proporção de destinos servidos a partir do Porto terá uma proporção muito semelhante face a Lisboa à que tinha antes da crise”.

O plano de retoma de voos da companhia aérea nacional apresentado no final de maio não agradou aos autarcas e empresas do Norte, por ter uma percentagem bastante superior de voos com partida de Lisboa do que do Porto. Na lista constavam 73 rotas com partidas de Lisboa e apenas três a partir do Porto (Paris, Luxemburgo e Funchal).

Na sequência disso, a 20 de junho, a associação em questão interpôs uma providência cautelar para suspender o empréstimo do Estado à TAP. Esta terça-feira, de acordo com o Expresso, o Supremo Tribunal Administrativo aceitou analisar essa providência cautelar, ficando, assim, o Estado inibido de injetar dinheiro na companhia aérea até ser conhecida a decisão judicial.

(Notícia atualizada às 11h30 com mais informação)

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