Mais de metade das empresas vai demorar 12 meses a retomar níveis de contratações pré-covid

56% dos empresários espera alcançar os níveis de contratação de antes da pandemia dentro de um ano, enquanto que apenas 22% tem expectativas de os alcançar dentro de 3 meses.

Mais de metade dos empresários portugueses (56%) acredita que vai precisar de pelo menos um ano para que os seus negócios retomem os níveis de contratação que tinham antes da pandemia de Covid-19, revela o inquérito da ManpowerGroup. O setor da “Hotelaria e Restauração” é o mais afetado, seguido do “Comércio Grossista e Retalhistas”.

Assim, no que toca às perspetivas de recuperação das contratações, 56% dos empresários espera alcançar os níveis atingidos antes da pandemia do novo coronavírus dentro de 12 meses, enquanto apenas 22% tem expectativas de chegar a eles dentro de três meses. Num universo de 387 empresas portuguesas, quatro em cada dez (41%) preveem retomar os níveis de atividade ainda este ano, ao passo que apenas 11% diz que não vai conseguir recuperar os níveis de contratação anteriores, assinala o ManpowerGroup Employment Outlook Survey,

Duas em cada 10 empresas do Norte dizem que não vão recuperar contratações

Em termos regionais, o Norte é a região mais pessimista, com apenas 27% das empresas a estimar uma recuperação das contratações ainda este ano. Além disso, esta é também a região onde mais empresas (21%) afirmam que não vão conseguir retomar os níveis pré-Covid. Em contrapartida, a região Centro é a mais otimista, com cerca de quatro em dez empresas (42%) a terem a expectativa de recuperar o volume de contratações ainda este ano, enquanto na região Sul esse valor baixa para 39%.

Quanto ao impacto da pandemia, mais de metade das empresas sofreram um impacto na sua atividade superior a 50%, enquanto 30% não registou qualquer alteração no trabalho desenvolvido. Já apenas 10% pararam totalmente. Em contraciclo, apenas 3% diz ter aumentado a atividade.

Nesse sentido, entre os sete setores analisados, a “Hotelaria e Restauração” é o mais afetado, com mais de oito em cada dez empresas desta área (88%) a assumirem impacto negativo na sua atividade, seguido do “Comércio Grossista e Retalhistas”, com 68% e a “Indústria”, com 65%. Em termos gerais, em seis dos sete setores analisados mais de 60% das empresas dizem ter sentido impacto na atividade.

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