Wall Street vive melhor trimestre do milénio. Nasdaq ganha 30%

Depois de os três primeiros meses do ano terem sido negros para as bolsas mundiais, a recuperação foi forte entre março e junho. Na última sessão do mês, a Tesla destacou-se pela positiva.

O rally dos últimos dias do S&P 500 deu o impulso final para a recuperação no trimestre. Com um disparo de 20%, o índice viveu o melhor trimestre desde 1998 e ficou a apenas 4% de recuperar todo o valor perdido este ano.

Os estímulos monetários e orçamentais, bem como a reabertura das economias ajudaram as bolsas mundiais recuperar do trimestre negro que viveram no arranque do ano. Na Europa, as ações deram o maior salto desde 2015, mas nos EUA foi mesmo a maior subida do milénio.

O presidente da Reserva Federal norte-americana alertou esta terça-feira para a “elevada incerteza” das perspetivas económicas, numa altura em que o ressurgimento das tensões entre EUA e China têm castigado o sentimento dos investidores.

Apesar disso, nenhum desses fatores comprometeu os ganhos das principais bolsas em Wall Street. O financeiro S&P 500 subiu 1,74% para 3.106,18 pontos na última sessão do mês.

O industrial Dow Jones avançou 1,01% para 25.854,69 pontos com a Boeing a travar. A fabricante aeronáutica caiu 5,75%, a corrigir dos ganhos da última sessão e a reagir ao cancelamento de uma importante encomenda da Norwegian Air Shuttle. O Dow Jones fechou assim o trimestre com um ganho de 17,8%, o mais elevado desde 1987.

Ainda assim, nenhum dos dois índices se comparou ao tecnológico Nasdaq, que disparou 30,7% entre março e junho, na maior subida trimestral desde 1999. Na sessão, o Nasdaq avançou 2,05% para 10.165,67 pontos com a ajuda da Tesla. Antes de apresentar o relatório de vendas, a empresa liderada por Elon Musk subiu 7% para 1.079,81 dólares por ação, o que levou a capitalização bolsista para os 200 mil milhões de dólares.

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