Governo deu até quinta-feira à Azul para aceitar condições do acordo. Senão avança com nacionalização da TAP

O decreto de nacionalização da TAP está pronto e pode ser votado no Conselho de Ministros de quinta-feira. Azul tem até amanhã para responder a proposta do Governo.

As negociações não fracassaram. Ainda. O Governo deu até amanhã à companhia aérea Azul para aceitar as condições definidas — a transportadora brasileira não transformar o empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros em capital. Fonte governamental avançou ao ECO que se a Azul não aceitar até amanhã esta condição, então o Executivo avançará com a nacionalização da TAP, podendo levar o despacho ao Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Como o ECO revelou esta manhã, já há um modelo de estrutura de capital para a nova TAP, com o Estado a aumentar a sua participação para 70%, 25% para a Humberto Pedrosa e 5% para os trabalhadores. E David Neeleman fora da TAP. Mas está em curso, em simultâneo, a preparação do decreto de nacionalização, para levar a Conselho de Ministros já amanhã caso não haja um acordo final. O Expresso avançou, depois, que as negociações tinham fracassado, mas o ECO confirmou junto de uma fonte governamental que até ao dia de Conselho de Ministros ainda aguardam por uma resposta da Azul. “Se a Azul ainda recuar até lá ainda se pode fazer acordo”, disse fonte governamental ao ECO.

O Jornal de Negócios avançou também que David Neeleman terá aceite receber 55 milhões de euros para sair da TAP e que o acordo ainda depende da Azul. A transportadora brasileira fundada pelo empresário americano tem de aceitar não converter o empréstimo obrigacionista em capital.

As negociações entre o Estado e David Neeleman, um dos donos da Atlantic Gateway, empresa que detém 45% do capital da TAP, têm estado a ser feitas em contra-relógio, procurando um entendimento. Neeleman não queria aceitar as condições do Executivo para o empréstimo de 1.200 milhões de euros, mas agora o acordo só estará preso pelo tema das obrigações. O Expresso também admitia que o Governo mantém a porta aberta a uma solução negociada caso haja recuo de última hora, que possa evitar esse cenário.

Recorde-se que António Costa disse esperar uma solução para a TAP durante esta quarta-feira. “Se tivesse de apostar diria que hoje será o dia da solução da TAP, negociada com os nossos sócios privados e não com imposição do Estado. Se for necessário cá estaremos para isso, mas espero que não seja necessário”, disse Costa

(Notícia atualizada às 15h45 com mais informação)

 

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