IEFP com 40 mil novos desempregados em junho, mas só 25 mil pediram subsídio

Os centros do IEFP fecharam junho com 40 mil novos inscritos, mas só pouco mais de 25 mil pediram o subsídio de desemprego, indicam os dados do Ministério do Trabalho.

Os centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) registaram, em junho, 40 mil novos inscritos, mas apenas deram entrada 25 mil pedidos de subsídio de desemprego. Isto de acordo com os dados divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho.

Entre 1 e 30 de junho, foram feitas 40.745 novas inscrições nos serviços de emprego, das quais 16.098 em Lisboa, 14.352 no Norte, 5.923 no Centro, 2.382 no Algarve e 1.990 no Alentejo. Estes dados excluem as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. E em comparação, em maio tinham sido registadas 44.662 mil novas inscrições e em abril 63.643 novas inscrições, ou seja, os dados apontam, portanto, para um abrandamento.

Em contraponto, e quanto ao total de desempregados inscritos no IEFP no final de junho, verificou-se um recuo, o que é explicado por eventuais colocações ou passagens à inatividade dos desempregados. Segundo o GEP, os serviços de emprego fecharam o mês com 381.629 inscritos, menos 2.875 do que no último dia de maio.

É importante comparar ainda as novas inscrições com o número de pedidos de subsídio de desemprego. É que ainda que se tenham registado mais de 40 mil novos desempregados, só 25.181 pediram a prestação em causa. E os dados do Ministério do Trabalho nem sequer dão conta dos pedidos efetivamente deferidos.

A propósito, os deputados aprovaram, na quarta-feira, uma alteração ao Orçamento Suplementar que facilita o acesso ao subsídio de desemprego, no caso dos portugueses que perderam os seus empregos durante o estado de emergência ou o estado de calamidade. A proposta aprovada prevê a redução do prazo de garantia exigido no acesso a esta prestação, isto é, o período mínimo de descontos para a Segurança Social que dá direito a este apoio passará, temporariamente, para metade (180 dias) do atualmente em vigor.

Os dados do GEP deixam ainda perceber um abrandamento no número de processos de despedimento coletivo iniciados. Em junho, foram 52, menos cinco do que em maio e menos 88 do que em abril.

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