Ministério Público vai acusar Ricardo Salgado de liderar organização criminosa no BES

  • ECO
  • 11 Julho 2020

Os procuradores estarão convencidos de que o ex-banqueiro construiu uma organização criminosa dentro do BES com o objetivo de financiar dívida das empresas da família.

O Ministério Público prepara-se para acusar Ricardo Salgado de liderar uma organização criminosa dentro do falido Banco Espírito Santo (BES). Na perspetiva dos procuradores que conduziram a investigação ao caso BES, o antigo banqueiro e responsável máximo do Grupo Espírito Santo terá montado uma rede criminosa para cometer delitos de forma organizada, eventualmente a acusação judicial mais grave feita a um banqueiro no país.

A notícia foi avançada este sábado pelo Público (acesso condicionado), que recorda que o Ministério Público tem até quarta-feira, 15 de julho, para divulgar o despacho de acusação deste megaprocesso. Na sexta-feira, a Sábado dava conta de que o despacho terá mais de 3.000 páginas e que os arguidos — 41 no total — deverão começar a ser notificados já na segunda-feira.

De resto, já no ECO Insider — a newsletter exclusiva para assinantes do ECO que é enviada à sexta-feira — se antecipava a acusação de “associação criminosa”. “Os arguidos no caso BES/GES, particularmente Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires, já foram notificados na primeira semana deste mês de junho do que vão enfrentar no processo que está a ser conduzido pelo Ministério Público, e têm dez dias para responder, se assim o entenderem. E a notificação, que corresponde na prática a um resumo do que estará na acusação, torna claro por onde vai o processo: Associação criminosa, falsificação das contas da ESI no Luxemburgo e utilização das várias entidades do grupo, desde logo o BES, a Rioforte e a ESFG para tapar aquele gigantesco buraco, e a falência em 2014”.

A principal acusação é mesmo a Salgado, que para os procuradores terá construído dentro do BES uma entidade paralela. Esta organização operaria à margem dos órgãos de gestão e supervisão do banco e tinha como objetivo financiar a dívida das empresas da família. A estratégia alegadamente fraudulenta terá sido conduzida desde o início de 2009 até meados de 2014.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministério Público vai acusar Ricardo Salgado de liderar organização criminosa no BES

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião