Nas notícias lá fora: Bruxelas, défice dos EUA e Wirecard

Na UE, a Comissão Europeia está a estudar uma ação inédita sobre os regimes fiscais vantajosos para as multinacionais. Já na Alemanha, o FT revela avisos da McKinsey de há um ano sobre a Wirecard.

O destaque desta terça-feira a nível internacional vai para uma iniciativa da Comissão Europeia, ainda em estudo, que poderá limitar o uso dos sistemas fiscais vantajosos por parte das multinacionais, os quais podem constituir distorções ao mercado único. Na Alemanha, a consultora McKinsey avisou há um ano para os problemas relacionados com a Wirecard. Nos EUA, o défice público deverá atingir este ano o valor mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial e a Snapchat prepara funcionalidades para combater o TikTok.

Financial Times

Comissão Europeia planeia ataque às multinacionais que usam engenharia fiscal na UE

A Comissão Europeia está a estudar formas de acionar uma parte dos tratados europeus que não tem sido usada para reduzir a capacidade das multinacionais para explorar os sistemas fiscais altamente vantajosos de alguns países da União Europeia, identificando-os como distorções do mercado único. Os avanços nesta área podem afetar países como a Irlanda e a Holanda, que têm sido utilizados por várias multinacionais como sedes fiscais nas suas operações na Europa, muitas vezes com acordos ainda mais vantajosos com os Estados em causa. Ao contrário da legislação ordinária da UE, esta iniciativa só requer uma maioria qualificada (e não unanimidade), restringindo a capacidade de um veto por apenas um país.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

Bloomberg

Investidores compram direitos de “hits” musicais

A Hipgnosis Songs Fund, um veículo de investimento que está cotado na bolsa de Londres, à semelhança de um fundo imobiliário, tem também um portefólio de ativos, mas neste caso não são imóveis mas sim “hits” musicais que vão de Bon Jovi, com a música “Livin’on a Prayer”, até a Adele. O fundo criado em 2018 dá acesso às receitas com royalties e propriedade intelectual destas músicas, atraindo fundos de pensões. Com a pandemia e o confinamento, a Hipgnosis tem atraído cada vez mais investidores, refletindo a valorização dos seus ativos com o aumento do consumo de música em streaming por parte dos consumidores.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso parcial/conteúdo em inglês).

TechCrunch

Snapchat testa experiência semelhante à do TikTok

A Snapchat está a testar uma nova experiência que permite aos utilizadores verem o conteúdo público da aplicação com um swipe vertical, um gesto conhecido na app chinesa TikTok. A nova funcionalidade está a ser testada, para já, num conjunto pequeno de utilizadores. Esta mudança na app norte-americana ocorre numa altura em que a administração de Trump ameaça bloquear o TikTok nos EUA por causa dos receios em relação à privacidade dos dados privados dos utilizadores e à interferência do Partido Comunista Chinês.

Leia a notícia completa na TechCrunch (acesso livre/conteúdo em inglês).

The Wall Street Journal

Défice dos EUA a caminho de máximos da Segunda Guerra Mundial

O défice orçamental dos Estados Unidos atingiu os três biliões de dólares no ano terminado em junho na sequência dos gastos públicos relacionados com a pandemia, como é o caso do cheque-estímulo entregue a muitos norte-americanos e a despesa com o subsídio de desemprego, e da forte quebra das receitas fiscais dada a contração da economia. Com este valor até junho, o défice do Estado norte-americano caminha para o valor anual mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial quando calculado em percentagem do PIB.

Leia a notícia completa no The Wall Street Journal (acesso pago/conteúdo em inglês).

Financial Times

McKinsey tinha alertado a Wirecard há um ano

Em junho de 2019, a consultora McKinsey alertou a Wirecard, uma empresa alemã de pagamentos eletrónicos, sobre a ausência de controlos, exigindo uma “ação imediata” neste âmbito. Os riscos estavam relacionados com as parcerias empresariais e terceiros, que vieram a ser expostos como uma fraude por alegarem processar pagamentos em países onde não tinham licenças.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

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