Maioria dos profissionais apostou em formação durante o confinamento

  • Pessoas
  • 29 Julho 2020

Durante o confinamento, a maioria dos candidatos apostaram na formação para reforçar competências. Apesar de otimistas em relação ao futuro, a pandemia está a fazer repensar as suas carreiras.

Os futuros candidatos, profissionais empregados, em situação de lay-off ou desemprego estão satisfeitos com o acompanhamento das chefias durante o período de teletrabalho, devido à pandemia. Durante o confinamento, a maioria dos profissionais aproveitou para renovar ou reforçar competências, através de formações ou webinars.

Estão otimistas em relação ao futuro, mas acreditam que a pandemia pode influenciar a forma como olham para as suas carreiras profissionais. De forma geral, estão abertos à mudança. Estas são algumas conclusões do inquérito da consultora de recrutamento Michael Page a 145 candidatos, entre 1 março e 11 de julho.

Dos 145 inquiridos, 29,3% tem um contrato permanente, 11,2% um contrato de duração limitada e 46,9% encontra-se desempregado. Os restantes 77,6% preveem que a pandemia terá um grande impacto nas suas escolhas e expectativas profissionais nos próximos dois anos.

Profissionais estão satisfeitos com as chefias

Mais de metade dos inquiridos (67,1%) afirma estar satisfeito, ou neutro, relativamente à forma como os líderes comunicaram a mudança no contexto da pandemia. De uma forma geral, as empresas foram bem-sucedidas na gestão de equipas e na definição de diretrizes claras para a adaptação a novas práticas. A maioria dos inquiridos (73,4%) apresenta-se neutro ou satisfeito com o seu line manager e os resultados são semelhantes (72,2%) relativamente à adaptação a novas práticas.

A Michael Page conclui ainda que mais de metade dos candidatos se sentiram apoiados e acompanhados pelas suas chefias no decorrer do confinamento (61,2%). A maioria dos inquiridos (56,9%), mostra-se ainda satisfeita com o apoio prestado pela empresa relativamente ao teletrabalho.

“Os acontecimentos dos meses iniciais de 2020 obrigaram muitos profissionais e organizações a adaptar-se de forma súbita a uma nova forma de trabalhar e a um ambiente de mudanças rápidas. Constatamos, através desta análise, resultados positivos na adaptação por parte de empresas e colaboradores perante a nova situação. Mas, à medida que entramos numa nova era de trabalho, e voltamos à normalidade, a preocupação está nas intenções de contratação e na forma como vai evoluir o mercado de trabalho, tanto para as empresas como para os profissionais”, afirma Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page Portugal.

Preparados para o futuro, mas dispostos a mudar

No total dos candidatos, apenas 36,7% diz estar preocupado com o futuro. Mas apesar da incerteza do mercado de trabalho, a Michael Page defende que os profissionais estão preparados para o futuro.

Cerca de 29,3% dos inquiridos tem um contrato permanente e 11,2% um contrato de duração limitada e 46,9% encontra-se desempregado. Os restantes 77,6%, preveem que a pandemia terá um grande impacto nas suas escolhas e expectativas profissionais nos próximos dois anos.

As conclusões do estudo apontam que 40,2% dos profissionais aproveitou o período de confinamento, ou situação forçada em lay-off, para realizar formações para reforçar competências que já possuía; 37,1% apostou em cursos para desenvolver novas competências e 36,8% participou em webinars.

A maioria dos candidatos (73,5%), aproveitou ainda para refletir sobre os planos de carreira, 64,5% atualizou o seu CV e 55,1% tentou encontrar um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Cerca de 56,6% dos candidatos aceitaria condições de trabalho diferentes às da realidade pré-Covid, sendo que o foco nas prioridades pessoais é importante para 64,7% da amostra.

De uma forma geral, as empresas foram bem-sucedidas na gestão de equipas e na definição de diretrizes claras para a adaptação a novas práticas. A maioria dos inquiridos apresenta-se neutro ou satisfeito com o seu line manager e os resultados são semelhantes, relativamente à adaptação a novas práticas.

Michael Page

Os candidatos estão motivados para regressar ao trabalho e mais de 50% quer voltar ao escritório, sendo que 20,3% indicaram ter um sentimento neutro. O estudo revela ainda que quase metade dos profissionais (49,4%) está entusiasmado com a vertente social do trabalho no escritório e 67% justifica-se com a possibilidade de poder voltar a almoçar com os colegas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Maioria dos profissionais apostou em formação durante o confinamento

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião