Cloudflare comemora 1.º aniversário em Lisboa com novas contratações

Um ano depois da chegada à capital portuguesa e, em plena pandemia, empresa continua a expandir equipa. Além de técnicos de engenharia, está a contratar para áreas como finanças ou recursos humanos.

Parte da equipa da Cloudflare em Lisboa.D.R.

Um ano depois da chegada a Lisboa, a Cloudflare continua a crescer equipa e operação em Portugal. A empresa com sede em S. Francisco, nos Estados Unidos, continua a contratar e quer chegar às 80 pessoas até ao final do ano. As vagas disponíveis podem consultar-se aqui.

“Tem sido estranho porque a verdade é que nunca previmos uma pandemia. Abrimos o escritório de Lisboa em julho e ficou vazio em março. Temos inclusivamente pessoa que contratámos e que não tinham, na altura em que entraram, um escritório para onde ir”, explica John Graham-Cumming, CTO da Cloudflare, em conversa com a Pessoas/ECO.

A empresa de performance e segurança na web chegou a Portugal em julho de 2019, e arrancou atividade a partir de Lisboa com uma equipa de 12 pessoas. Agora, emprega 45 e quer quase duplicar este número.

“Julgo que a maior das surpresas foi o facto de termos conseguido contratar boas pessoas em áreas transversais à empresa. Viemos para Lisboa, em primeiro lugar, pelas qualidades técnicas dos engenheiros. Mas agora temos pessoas na equipa de recursos humanos, finanças, a equipa cresceu muito”, assinala o diretor de tecnologia da empresa, a viver em Lisboa há quase um ano. Entre as características valorizadas pela empresa estão “boas pessoas” e “skills de idiomas”.

A Cloudflare decidiu ainda que, pelo menos até janeiro do próximo ano, a equipa — a nível mundial — trabalhará de casa. Neste plano estão incluídos os quase 50 trabalhadores a partir de Portugal. “Estamos neste momento numa situação engraçada que é ter mais de metade das pessoas que foram contratadas em Lisboa nunca estiveram no nosso escritório. Estão a trabalhar de Lisboa, Sintra, Alentejo, Cascais”, brinca John Graham-Cumming.

“Em alguns aspetos, a pandemia ajudou a contratar para outras áreas porque a Cloudflare sempre foi de ter determinadas secções em determinados escritórios, e acho que algumas das equipas em S. Francisco, por exemplo — onde está maioritariamente a nossa parte financeira — se estivessem no escritório tenderiam a recrutar mais nessa zona e para essa área. Mas, como estávamos todos a trabalhar de casa — e porque nos apercebemos de que se tratava de gente muito boa –, beneficiou Lisboa. Queremos chegar às 80 pessoas até final do ano”, assinala ainda o CTO.

Mudar processos, manter estratégia

A pandemia da Covid-19 levou a empresa a alterar processos mas a manter a estratégia de crescimento, tanto em Portugal como no resto do mundo. Uma das alterações foi o processo de onboarding, que garante as boas-vindas aos novos trabalhadores.

“Tivemos de alterar uma série de coisas porque, antes da pandemia, o nosso processo de onboarding começava com uma semana em S. Francisco, para uma semana de formação em pessoa. Parámos de fazer isso em março e, agora, estamos a fazer esse processo inteiramente online”, explica o CTO. No entanto, a alteração veio acompanhada de uma surpresa. “Podemos pensar que esta mudança não agrada às pessoas mas, na verdade, estamos a ter melhores reviews da versão online do que da versão em pessoa”, esclarece, acrescentando que as justidicações para que isso aconteça passam pelo afastamento da família, o jet lag ou a alta pressão por estarem na sede e esse tipo de coisas.

Outra mudança foi um “check in” diário, marcado para as 10 da manhã. Nesse encontro, fala-se descontraidamente do que se passa na vida das pessoas e também se combinam próximos passos. Ou um encontro ou um café num parque ou num quiosque lisboeta, assinala. “Em maio, começámos a sair do confinamento e a tratar de encontrar as pessoas em parques, quiosques, para tomar café, conversar, etc.. A ideia foi ir tendo pequenos encontros em jardins e parques, uma forma de complementar o facto de as pessoas ainda estarem em casa com pequenos encontros ao ar livre e em pessoa”, explica.

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