CaixaBank reforça provisões e lucros caem 67%

  • Lusa
  • 31 Julho 2020

Os lucros do CaixaBank, dono do BPI, caíram 67% no trimestre, para 1.155 milhões de euros, num período em que reforçou as provisões devido ao impacto da Covid-19.

O CaixaBank registou um lucro de 205 milhões de euros no primeiro semestre, menos 67% que em igual período de 2019, depois de efetuar uma provisão extraordinária de 1.155 milhões de euros devido ao impacto económico da Covid-19. Depois de no primeiro trimestre ter feito provisões de 400 milhões, o banco espanhol fez mais 755 milhões no segundo trimestre do ano.

O banco, dono do BPI, registou até junho receitas core — derivadas da atividade bancária — de 4.064 milhões de euros, que correspondem a uma ligeira quebra de 0,5%, segundo as informações enviadas à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV), o supervisor da bolsa de valores espanhola.

Durante a pandemia, o banco aprovou um total de 357.488 pedidos de moratória de crédito aos clientes em Espanha, que abrangem créditos no valor de 9.848 milhões de euros, e desde o início do estado de emergência — até 30 de junho — o CaixaBank concedeu 32.500 milhões de euros de financiamento ao setor empresarial, à margem das linhas de crédito do Instituto de Crédito Oficial.

A margem financeira diminuiu 2,1% em relação ao ano anterior, para 2.425 milhões de euros, principalmente devido à queda nas receitas de empréstimos motivada pela diminuição da taxa de juros e diminuição da receita com crédito ao consumidor.

Por sua vez, as comissões totalizaram 1.266 milhões de euros até junho, mais 1,5% do que em idêntico período de 2019, apesar da queda na atividade económica a partir da segunda quinzena de março, quando o estado de emergência foi decretado, o impacto dos mercados influenciou sua evolução face ao primeiro trimestre, com quebra de 7,5%.

No primeiro semestre, o volume de negócios (créditos e recursos) ascendeu a 643.631 milhões, o maior valor desde a criação do CaixaBank, enquanto o crédito bruto a clientes atingiu 242.956 milhões, com um crescimento anual de 6,8%, devido a principalmente ao aumento de quase 16% do crédito às empresas.

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