Marcelo quer auditoria ao Novo Banco no “mais curto espaço de tempo possível”

Depois de o Governo revelar que a Deloitte não conseguiu apresentar já uma versão final da auditoria ao Novo Banco, Marcelo pediu que a auditoria chegue o mais rapidamente possível.

O Presidente da República lamentou esta sexta-feira o atraso na entrega da auditoria do Novo Banco, referindo que é do interesse nacional que o documento chegue no “mais curto espaço de tempo possível”, de modo a ser comunicado aos portugueses.

Qualquer que seja o conteúdo da auditoria, mais positivo, menos positivo, muito positivo ou positivo apenas, eu lamento, como fez o Governo, que não tenha sido possível depois do adiamento tê-la pronta [a auditoria] a título final durante o mês de julho”, começou por referir Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pelas televisões.

Para o Presidente da República, “era melhor para todos” que a auditoria que está a ser realizada pela Deloitte ao Novo Banco já tivesse sido entregue, de forma a evitar-se especulações “sem conhecimento dos factos”, alertou. “Portanto, espero que no mais curto espaço de tempo possível chegue a auditoria e chegue também o que ela possa recolher de dados úteis para os portugueses ficarem informados”, sinalizou.

O Governo anunciou na quinta-feira à noite que a auditoria ao Novo Banco não iria estar concluída esta sexta-feira, conforme previsto e apesar do pedido de adiamento solicitado pela Deloitte, considerando que até à sua conclusão não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos por parte da instituição bancária.

Questionado sobre a posição tomada pelo executivo relativamente à vendas de imóveis do Novo Banco, Marcelo Rebelo de Sousa evitou pronunciar-se, mas reiterou que o “importante é saber o que se passou” e enquanto a conclusão da auditoria não é divulgada “olhar com atenção para aquilo que se passa”, dado que o Novo Banco é “uma instituição que está envolvida a garantia do Estado”. E deixou o aviso: – “ última coisa que queremos é regressar a crises bancárias como aquelas que ocorreram no passado e, por isso, quanto mais rápido se souber da auditoria melhor”, concluiu.

(Notícia atualizada pela última vez às 19h23)

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