Disney perde 4,2 mil milhões por fechar parques. Lança filme “Mulan” em streaming por preço adicional

  • Lusa
  • 5 Agosto 2020

O encerramento dos parques de diversão, consequência da pandemia, provocou perdas superiores a 4,2 mil milhões à Disney. Empresa vai lançar o filme "Mulan" por um preço adicional.

A Disney perdeu mais de 4,2 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) no primeiro semestre, devido ao encerramento dos parques de diversão, por causa da pandemia do novo coronavírus. A empresa vai lançar o filme “Mulan” na plataforma de streaming por um preço adicional.

A crise neste segmento de negócio aberta pela pandemia não foi compensada pela entrada do conglomerado de diversões no mercado de entretenimento em linha, com a Disney+, informou a empresa. No segundo trimestre do ano, as perdas totalizaram 4,7 mil milhões de dólares (3,99 mil milhões de euros), depois dos ganhos de 475 milhões no primeiro trimestre do ano e dos 1,4 mil milhões homólogos.

As receitas no segundo trimestre caíram 42%, para 11,7 mil milhões de dólares (9,94 mil milhões de euros). O impacto da pandemia é particularmente evidente no segmento dos parques de atrações, cuja faturação inferior a 1.000 milhões de dólares (849,2 milhões de euros) no segundo trimestre deste ano compara com a de 6,6 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros) registada no mesmo período do ano passado.

Disney decide lançar filme “Mulan” por preço adicional

O filme “Mulan” vai ser lançado pela Disney na sua plataforma de streaming no dia 4 de setembro, anunciou a empresa, que assim abdica de uma estreia em sala para uma das maiores estreias cinematográficas do ano. Segundo a companhia, os assinantes do serviço Disney+ terão de pagar um preço suplementar de 29,99 dólares (25,4 euros), para além do valor normal da subscrição.

“Estamos a olhar para ‘Mulan’ como um caso isolado em vez de significar um novo modelo de negócio”, afirmou o presidente executivo da Disney, Bob Chapek, na apresentação de resultados da empresa, citado pela Variety. O filme, uma versão de ação real do original de animação “Mulan”, teve um orçamento de produção de 200 milhões de dólares (169,8 milhões de euros) e era apontado pela indústria como uma das maiores estreias do verão, antes de ser adiado repetidas vezes.

Baseado no original da Disney, lançado em 1998, que por sua vez adapta a lenda chinesa de Hua Mulan, o filme retrata a história de uma jovem que se disfarça de guerreiro para salvar o pai. O original faturou mais de 300 milhões de dólares a nível mundial e foi nomeado para Globos de Ouro e Óscares, para além de ter vencido vários prémios de animação Annie.

Outra das grandes estreias do verão, “Tenet”, de Christopher Nolan, terá um lançamento internacional faseado a partir de 26 de agosto, chegando aos Estados Unidos uma semana depois.

Na semana passada, a Paramount revelou ter passado para 2021 alguns destaques deste ano, como as sequelas de “Top Gun” ou “Um Lugar Silencioso”. Também as estreias dos novos filmes das sagas “Avatar” e “Guerra das Estrelas” foram adiadas um ano, para 2022 e 2023, respetivamente.

Hollywood está há mais de quatro meses sem um lançamento de grande dimensão em sala. A sequela de “Um Lugar Silencioso”, com John Krasinski e Emily Blunt, passou para 23 de abril 2021, em vez da abertura prevista em setembro deste ano, enquanto “Top Gun: Maverick”, com Tom Cruise, tem nova data de estreia em 02 de julho de 2021.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Disney perde 4,2 mil milhões por fechar parques. Lança filme “Mulan” em streaming por preço adicional

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião