Dívida pública sobe 4,9 mil milhões em julho e atinge novo recorde

A dívida pública, na ótica de Maastricht, subiu 4.911 milhões de euros em julho para os 264.665 milhões de euros.

A dívida pública, na ótica de Maastricht (a que interessa a Bruxelas), subiu 4.911 milhões de euros em julho para os 264.665 milhões de euros, o que representa o valor mais elevado de sempre do stock do endividamento público. O anterior recorde tinha sido alcançado em maio, nos 264.379 milhões de euros. Os dados foram divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

No segundo trimestre, o rácio da dívida pública, isto é, o stock face à dimensão da economia, que é o indicador mais seguido a nível internacional, tinha subido para os 127,1% do PIB num período em que o PIB caiu 16,3%. O rácio da dívida pública tinha fechado 2019 nos 117,7% do PIB. O Governo esperava no OE2020 terminar 2020 nos 116,2% do PIB, mas a pandemia veio trocar as contas com a previsão a ser agora de 134,4% do PIB.

A subida do stock da dívida pública é explicada pela emissão de obrigações de longo prazo, cujo valor passou de 149,7 mil milhões de euros em junho para os 155,1 mil milhões de euros em julho, o que se traduz numa subida de 5,4 mil milhões de euros num só mês. No stock de títulos a curto prazo, pelo contrário, ocorreu uma quebra ligeira, com este a passar de 12,4 mil milhões de euros, em junho, para 11,6 mil milhões de euros, em julho.

“Para este aumento contribuíram essencialmente as emissões de títulos de dívida no valor de 4,6 mil milhões de euros, destacando-se uma emissão sindicada de uma obrigação do Tesouro realizada pela República Portuguesa de 4 mil milhões de euros“, confirma o banco central em comunicado.

Stock da dívida pública em novo máximo

Os dados do Banco de Portugal revelam ainda que os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 2,4 mil milhões de euros para os 19,3 mil milhões de euros. Assim, a dívida pública líquida de depósitos aumentou 2,5 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 245,4 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h21 com gráfico)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dívida pública sobe 4,9 mil milhões em julho e atinge novo recorde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião