Novo Banco diz que demoraria 20 anos a vender imóveis se o fizesse ativo a ativo

Ramalho defendeu que o banco vendeu pacotes de imóveis "com sucesso", recusando ter acelerado as vendas para aproveitar o mecanismo de capital contingente. Afastou vendas de ativos ao Lone Star.

António Ramalho adiantou esta quarta-feira que o banco não teve outra solução senão avançar para as vendas em pacote de ativos imobiliários. “Se fossemos vender ativo a ativo, demoraríamos, se vendêssemos cinco por dia, mais de 20 anos”, referiu o presidente do Novo Banco, defendendo-se das críticas de que estaria a acelerar as vendas para aproveitar as condições do mecanismo de capital contingente. Ramalho voltou a assegurar que não vendeu ativos ao acionista Lone Star. “Nem me passaria pela cabeça”.

Duas operações de imobiliário colocaram o banco no centro da polémica nos últimos meses (Sertorius e Viriato), devido às perdas milionárias que tiveram de ser cobertas pelo Fundo de Resolução, com recurso a fundos públicos. Depois de um longo silêncio, o banco respondeu agora.

“Dada a granularidade da carteira (…) adotamos uma técnica por venda de pacote. Aqui confesso que não havia outra solução”, começou por dizer António Ramalho. Isto, para depois assegurar que os resultados das vendas “foram adequados e em linha com o que os outros bancos fizeram”.

“O banco vendeu porque foi obrigado, escolheu os melhores advisors, vendeu ao melhor preço e vendeu com sucesso”, frisou.

Vendas ao Lone Star? “Nem me passaria pela cabeça”

Ramalho também aproveitou a conferência de imprensa para afastar dúvidas sobre os beneficiários finais das vendas de ativos imobiliários.

Não o fez e nunca passou pela cabeça fazer vendas ao Lone Star“, referiu o presidente do Novo Banco, assegurando que o banco cumpre as regras que foram estabelecidas com o Fundo de Resolução.

(Notícia atualizada às 12h55)

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