Turismo continuou a recuperar em julho. Portugueses deram a maior ajuda

O setor turístico continuou o caminho da recuperação em julho, ainda que a ritmo moderado. Nesse mês, os alojamentos nacionais receberam um milhão de hóspedes, a maioria nacionais.

Depois de ter mostrado os primeiros sinais de recuperação em junho, o turismo continuou esse caminho em julho, sobretudo devido aos portugueses. Os alojamentos turísticos nacionais receberam um milhão de hóspedes, num total de 2,6 milhões de dormidas, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Estes números representam quebras homólogas na ordem dos 70%, abaixo dos 80% verificados em junho.

Os hóspedes residentes foram responsáveis por 1,74 milhões de dormidas (-30,8%), enquanto os estrangeiros por apenas 889 mil (-84,5%). Estes números continuam a ser bastante inferiores aos registados no ano passado, mas já mostram uma melhoria face aos meses anteriores.

Em julho, todas as regiões do país observaram decréscimos nas dormidas, com destaque para a Região Autónoma da Madeira (-86,9%), a Região Autónoma dos Açores (-84,7%) e a Área Metropolitana de Lisboa (-82,5%). As menores descidas foram registadas no Alentejo (-26,2%) e no Centro (-49,6%). Mas foi no Algarve e no Norte onde se concentrou o maior número de dormidas.

Em termos de tipologias de estabelecimentos, todos observaram diminuições de dormidas, sobretudo a hotelaria (-70,4%). Atrás aparece o alojamento local (-65,5%) e o turismo rural e de habitação (-22,7%).

Relativamente a nacionalidades, as maiores reduções registaram-se nos mercados canadiano e chinês (-96%), norte americano (-95,6%) e dinamarquês (-94,5%) enquanto os mercados suíço (-67,6%), belga (-71,9%) e espanhol (-72,1%) foram, entre os principais, os que registaram menores decréscimos.

Portugueses passaram mais tempo hospedados. Proveitos caíram 70,5%

A mesma tendência de queda observou-se na estada média, que caiu 11,3% para 2,56 noites: aumentou 1,6% nos residentes e diminuiu 6,6% nos hóspedes não residentes, refere o INE.

No que diz respeito aos proveitos com o turismo, estes atingiram 157,9 milhões de euros no total no sétimo mês do ano, sendo que 123,7 milhões foram relativos ao aposento. Em termos de evolução, estes números representam recuos de 70,5%.

Tendo em conta todo este cenário, o rendimento médio por quarto ocupado também diminuiu. Os dados do INE mostram que este indicador caiu 10,7% para uma média de 95,4 euros. As maiores descidas foram observadas em Lisboa (-29,6%) e na Região Autónoma dos Açores (-19,4%).

(Notícia atualizada às 11h34 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Turismo continuou a recuperar em julho. Portugueses deram a maior ajuda

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião