Endividamento da economia acelera para os 740 mil milhões de euros

O endividamento das famílias, empresas e Estado 4,6 mil milhões em julho. Atingiu os 740 mil milhões de euros, perto do nível mais elevado de sempre.

Depois da queda observada em junho, o endividamento das famílias, empresas e Estado voltou a aumentar em julho. Subiu cerca de 4,6 mil milhões de euros para 740 mil milhões de euros, perto do máximo de sempre, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal esta segunda-feira.

O endividamento do setor não financeiro está a cerca de 600 milhões do valor mais elevado de sempre, atingido em maio deste ano. A culpa é da pandemia, que obrigou o governo (e os governos de outros países) e os outros agentes económicos a abrirem os “cordões à bolsa” face à crise provocada pelo surto do novo coronavírus.

Em termos da riqueza produzida pelo país, a dívida do conjunto das famílias, empresas e Estado disparou 20 pontos percentuais no último trimestre, passando dos 340,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em março para os 360,2% do PIB no final de junho.

Endividamento da economia perto do valor mais elevado de sempre

Fonte: Banco de Portugal

O Banco de Portugal explica que o aumento registado em julho (face a junho) se deveu essencialmente aos “acréscimos de 3,9 mil milhões de euros do endividamento do setor público”, sendo que o endividamento do setor privado subiu 700 milhões de euros.

Detalhando por setor, a instituição liderada por Mário Centeno adianta que o aumento da dívida no setor público refletiu o crescimento do endividamento face ao exterior (2,7 mil milhões de euros), face ao setor financeiro (1,7 mil milhões de euros) e face às empresas (400 milhões de euros). “Estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução do endividamento perante as próprias administrações públicas (1,1 mil milhões de euros)”, acrescenta.

Já o aumento do endividamento das empresas na ordem dos 500 milhões de euros foi o resultado da subida do endividamento bancário, em 800 milhões de euros, “que parcialmente compensada pela redução do endividamento face ao exterior (300 milhões de euros)”.

O endividamento dos particulares perante o setor financeiro subiu 200 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h14)

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